Britânica de 91 anos que foi primeira a tomar vacina da Pfizer fora de testes volta a hospital para 2ª dose

Só matérias boas 30/12/2020 Relatar Quero comentar

Margaret Keenan, afora dos testes clínicos recebeu sua segunda dose nesta terça-feira (29), anunciaram as autoridades de saúde.

A idosa de 91 anos recebeu a primeira dose em 8 de dezembro e voltou ao Hospital Universitário de Coventry para o reforço, informou o jornal britânico "Independent".

Keenan deve desenvolver proteção total contra a Covid-19 em uma semana, de acordo com a Pfizer.

Eficácia

A vacina Pfizer/BioNTech apresentou eficácia de 95% na prevenção à Covid -19, segundo estudos da fase 3 dos testes do imunizante. Os resultados foram apresentados em novembro. Não houve efeitos colaterais graves nos voluntários.

A vacina é uma das quatro que estão sendo testadas no Brasil, que ainda não fez acordo para adquirir o imunizante.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda que são os laboratórios que deveriam ter interesse em vender vacina contra o coronavírus para o Brasil e que nenhum deles apresentou ainda um pedido para liberação do imunizante.

"O Brasil tem 210 milhões de habitantes, um mercado consumidor de qualquer coisa enorme. Os laboratórios não tinham que estar interessados em vender para gente? Por que eles, então, não apresentam documentação na Anvisa? Pessoal diz que eu tenho que ir atrás. Não, não. Quem quer vender, se eu sou vendedor, eu quero apresentar", afirmou o presidente.

Em resposta às declarações, a Pfizer informou, em nota, que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pediu uma série de "análises específicas" para liberação emergencial da vacina da Covid-19 no Brasil e que, por enquanto, seguirá com o pedido por outro formato, o de submissão contínua: quando a companhia envia documentos aos poucos, enquanto faz estudos e levanta dados.

De acordo com a farmacêutica, a nota também é uma demonstração de que a empresa "quer, sim, vender para o Brasil, mas que o processo aqui exige mais tempo". Um exemplo dessa demora do procedimento, segundo a Pfizer, é a exigência dessas informações exclusivas sobre o Brasil, enquanto em outros países os dados são analisados em totalidade, sem exigir novos recortes.

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