Lei aprovada em Nova Iorque facilita o acesso ao aborto até a véspera do parto

Diário da Diva 15/02/2021 Relatar Quero comentar

Lei aprovada em Nova Iorque facilita o acesso ao aborto até a véspera do parto

Office of Gov. Andrew M. Cuomo/Associated Press/East News

O cenário abre brechas para autorizar abortos "legais" em abrangentes cenários de alegados "problemas de bem-estar" da mãe

O Estado de Nova Iorque aprovou a lei mais extrema que já existiu nos Estados Unidos em relação à eliminação de seres humanos no ventre materno: há cenários específicos que facilitariam o aborto até as vésperas do parto.

A “fundamentação” para essa lei é arbitrária a tal ponto que, se a gestante der à luz e matar o seu bebê logo após o parto, cometerá crime de infanticídio, mas, se o fizer nas vésperas, dentro de um dos critérios genéricos ligados a “risco para sua saúde e bem-estar”, a eliminação da vida da mesma vítima seria considerada legal.

O “novo critério” foi legado à população de Nova Iorque pelos seus parlamentares que, por 38 votos contra 24, aprovaram a assim chamada “Lei de Saúde Reprodutiva” no Estado. As unidades da federação norte-americana são autônomas para legislar sobre o aborto, diferentemente do Brasil.

Os promotores da nova lei escolheram uma data emblemática para os defensores do aborto: o aniversário do caso ““, o polêmico processo que estabeleceu jurisprudência favorável ao aborto naquele país no início da década de 1970. A própria protagonista do caso, anos depois, se arrependeu e se tornou ativista pró-vida, mas os militantes abortistas mantêm essa data como um marco vitorioso para o que chamam de “direitos reprodutivos”.

Após aprovar a mudança na lei, o governador democrata Andrew Cuomo, que se define incompativelmente como católico, declarou, apelando para o insustentável sofisma de que o bebê seria parte disponível do corpo da gestante:

Lei aprovada em Nova Iorque facilita o acesso ao aborto até a véspera do parto

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