Passando fome e sem ter nada para comer, famílias desenterram alimentos que foram enterrados pela vigilância sanitária por ser impróprio para consumo

Professor. 24/12/2020 Relatar Quero comentar

Uma notícia triste, de mexer com o coração de qualquer um passou a circular desde a última terça-feira, dia 17 de novembro, na mídia e nas redes sociais.Sentindo muita fome e sem ter nada para comer, a única alternativa do povo que mora na cidade de Porto Iguaçu, região da Argentina, foi desenterrar caixas de frango que estavam soterradas.

As caixas de frango fora soterradas pelo órgão sanitário do país, após apreensão feita pela  Marinha argentina.Sem ter nada para comer e já não aguentando mais passar fome, várias famíliar foram ao enterro sanitários retirar os frangos de debaixo da terra para comer.

Todas estas informações foram repassadas pela assessoria do MAS – Movimento Ativo Social e Político Iguaçu, na última terça-feira.Pelas redes sociais pode se encontrar vários vídeos e fotos  mostrando os agrupamentos familiares na tentativa desesperada de saciar a fome

Entre as pessoas que estavam no enterro sanitário, havia crinaças e  idosos.Ainda de acordo com as informações, ao todo foram soterradas mais de 1,2 mil caixas de frango.

Os registros circulam nas redes sociais, e podem ser considerados como o retrato da crise econômica que está sendo enfrentada pelos moradores da Argentina.A situação complexa envolvendo a economia da Argentina seria o fator responsável por Porto Iguaçu estar afundando na fome e na pobreza.

A cidade possui cerca de 105 mil habitantes, e é responsável pela ligação da Argentina com o Brasil, pelo oeste do Paraná.A região depende economicamente do turismo, mas, devido à pandemia da Covid-19, as fronteiras estão fechadas desde o mês de março deste ano.

Segundo informações da Prefeitura da cidade, as carnes ficaram mais de 24 horas sem a refrigeração adequada e isso pode ser um grnade perigo para a saúde da população.

Os frangos são impróprios para o consumo, por isso, foram enterradas pelo Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Alimentar.

A Marinha argentina, que foi a responsável pela apreensão dos alimentos que estariam inapropriados para consumo, não disse nada publicamente sobre o descarte dos alimentos, e nem sobre as imagens das famílias locais que repercutiram nas redes sociais.

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