O pai de Henry Borel e seus advogados estão esperando pena máxima para mãe e Dr. Jairinho

Tá na Rede 20/04/2021 Relatar Quero comentar

O pai do menino Henry Borel, contratou uns advogados criminalistas que conversaram com exclusividade com o  Correio e explicaram detalhes do caso. Desfecho sobre a investigação da morte de Henry Borel, de 4 anos, no Rio de Janeiro, segue indefinido.

"Em conclusão ao relatório que está acontecendo e, para esse homicídio duplamente qualificado, pela tortura e sem a possibilidade da vítima provesse a sua própria defesa, esperamos da justiça a pena máxima e com todo e total rigor da lei para os dois, Dr. Jairinho e a mãe (de Henry), Monique", afirma o especialista em direito criminal Ailton Barros. Também o advogado criminalista Leonardo Barreto auxilia a acusação no caso.

Exceto a fala do menino, dizendo "o tio abraça forte", haviam outras suspeitas que que o garoto também sofria agressões.  Leonardo Barreto - Na verdade, neste momento e no período desse relato, o que nós tínhamos é que o menino dizia que o “tio abraçava forte” e que isso incomodava a criança. Quanto ao episódio que foi relatado agora que ele ficava mancando e tinha caído, na verdade, tudo que se reportava à mãe, ela justificava dizendo que ele tinha caído. O pai não tinha visão das agressões, uma vez que toda a família negava, dizendo que era apenas fruto da imaginação da criança. O pai nunca imaginou e nunca poderia imaginar que isso fosse acontecer com o filho

Todo e qualquer sinal de machucado que aparecia no garoto o pai reportava à mãe ela falava que ele tinha se machucado brincando ou algo do tipo. Vamos combinar, que é muito normal uma criança de 4 anos se machucar enquanto brinca de bola ou outras brincadeiras. Até então não havia machucados que denotavam uma agressão. Se você é mãe e te ligam dizendo que seu filho está apanhando ou sendo agredido, você vai sair do salão e ir ver seu filho, você vai parar o que você está fazendo e ir atrás dele. Isso é um comportamento natural de um ser humano comum, ela não fez isso e continuou no salão de beleza. Poderia estar gritando e esperneando, mas ela não abriu mão da beleza dela. Isso foi muito bem estranho.

O pai ficou sabendo do que aconteceu por meio de uma ligação que a Monique fez. Estava na residência dele na hora que recebeu a ligação. Ele tinha passado o final de semana com a criança. No domingo, a entregou para mãe em perfeitas condições, e voltou para casa, pois no dia seguinte ele iria viajar para trabalhar. Na madrugada, ele recebeu uma ligação da mãe, em determinado momento, ela falou: “Vem para cá, que nosso filho está passando mal”. 

 Quando o pai chegou  ao hospital os médicos tiraram a roupa da criança e a viram cheia de hematomas. Logo depois de todo procedimento, o pai foi orientado a iniciar uma investigação policial. O padrasto fez de tudo para que os médicos liberassem o corpo, sem passar pelo IML, direto para ser enterrado. O médico, após ver os hematomas, não concordou com a situação e não liberou sem que o corpo passasse pelo IML. Os médicos acharam que era algo pequeno, até verem os hematomas de fato no corpo do menino 23 lesões. Diante disso, o mundo dele caiu. Leniel sempre compartilha as fotos do filho nas redes sociais, como o Instagram, como forma de manter a memória do filho viva.

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