Não cuidaram nem depois da morte”, diz tia de bebê achado com formigas

VÍDEOS*ARTIGOS 10/03/2020 01:33 Relatar

O menino Killian teve uma vida que durou três dias; corpo de bebê estava em meio a panos sujos

 

“Foi completamente desumano, desrespeitoso, horrível. As pessoas não têm mais amor de verdade, não se sensibiliza pela dor do outro. Não cuidaram do meu sobrinho nem depois da morte”.

O relato da garçonete Danieli Valmaceda, 32 anos, ao  Campo Grande News nesta segunda-feira (dia 9), é marcado pela dor de quem viu uma cena que não consegue despregar da memória: um bebê morto em meio a lençóis sujos e formigas na maternidade de Corumbá.

O menino Killian Lima de Carvalho nasceu em 4 de março, com sinais de icterícia, doença que deixa criança com pele amarelada e, em casos de complicações, pode levar à morte. Danieli conta que uma enfermeira logo comentou que o bebê era forte candidato para ir para a luz, uma forma corriqueira de se referir ao procedimento de fototerapia. O parto foi cesárea, aos nove meses de gestação e sem problemas no pré-natal.

A tia afirma que o pediatra que acompanhou o parto viu a criança apenas duas vezes: no nascimento e dois dias depois do parto. Entre os dias 4 e 6, a situação da criança chamou a atenção de outros profissionais, como ginecologista, psicóloga e de outro pediatra.

“No dia seguinte a do nascimento, estava bem mais amarelo. Apareceu o médico ginecologista. Ele disse que a minha irmã estava bem, mas perguntou se ela estava criando um canarinho e que era para chamar o pediatra”, conta a tia.

Na sexta-feira, dia 6, o bebê, conforme a família, prosseguia sem o banho de luz. “Quando cheguei lá. Ele estava alaranjado, com os olhos meio verdes. Tomei o maior susto, saí com ele para o corredor, ia levar para tomar sol. No corredor, encontrei outro pediatra, que correu com ele para a pediatria”, relata. Neste momento, o médico também pediu para chamar o pediatra que acompanhou o parto.

No entanto, mesmo na fototerapia, a criança não apresentou melhoras, com dificuldade para mamar e gemidos. Danieli conta que diante de seus comentários, a enfermeira colocou o termômetro e constatou que a criança tinha febre.

a família foi avisada pelo hospital de que o bebê morreu na madrugada, vítima de parada cardiorrespiratória. A família aguarda resultado de exames realizados durante a internação.

Ao lado de outra tia da criança, Danieli Valmaceda foi à maternidade para os procedimentos burocráticos. As mulheres foram autorizadas a ver o bebê no necrotério. Ela conta que houve uma confusão com a chave e foi aberta a porta de outra sala.

“Tinha um monte de pano sujo e vi o nome da minha irmã escrito na fita de curativo. Eu peguei, puxei e vi o corpo no meio dos panos sujos e cheio de formigas. A enfermeira disse que era impossível uma coisa dessas”, conta.

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