Ministro Queiroga e governador João Dória não se entendem

New York Times 16/04/2021 Relatar Quero comentar

Troca de farpas, ofensas e cobrança nos últimos dias, motivada pela falta de medicamentos do kit intubação, indica uma escalada de hostilidades entre os dois gestores públicos, (tanto federal como estadual). Esses conflitos só podem trazer atraso em concordância em ambas autoridades.

Cerca de 60% dos municípios do estado registraram falta de medicamentos básicos do kit-intubação. Com isso a relação entre o principal gestor federal da Saúde, o ministro Marcelo Queiroga, e o governador de São Paulo, Estado principal da doença no país, João Doria, se deteriorou após o episódio de pré-colapso no atendimento das UTIs paulistas.

O governo de São Paulo acusa o governo federal de ineficiência na distribuição. “Não adianta empurrar o problema para o Ministério da Saúde”, declara Queiroga, em tom ríspido, inusual para o médico, ressaltando que o problema afeta outros estados, todos recepcionados pela área técnica do ministério.

 “O governo federal requisitou 100% dessa medicação produzida no Brasil. Logo, é responsável pela distribuição aos entes federativos”, rebate Doria.O governador também registrou que a chegada dos medicamentos hoje a São Paulo se deve à doação de 2,3 milhões de kits intubação aos estados por parte de empresas privadas que se uniram para atender à emergência.

 “Parabéns às empresas pela iniciativa”, registrou Doria. Os remédios, analgésicos, sedativos e relaxantes musculares específicos para permitir a intubação, são considerados essenciais para o atendimento aos pacientes graves da Covid-19 e estão em falta em hospitais da rede pública em diversos pontos do país.

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