Mãe leva filha a quase 10 médicos até descobrir síndrome rara provocada pela Covid-19 e desabafa: ‘Terrível’

N. Ferreira***** 01/01/2021 Relatar Quero comentar

Alice da Silva Ribeiro, de 5 anos, não teve sintomas do coronavírus e só descobriu que contraiu a doença depois de um mês de investigação, quando foi diagnosticada com Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica. As informações são do portal G1.

A mãe da menina, Eva Vilma Santos da Silva Ribeiro, relatou que preciso consultar sete médicos até que fosse feito o diagnóstico da filha.

A família, que vive na Praia Grande, litoral de São Paulo, pegou a covid-19 em novembro. A avó estava com o vírus e, sem saber da doença, visitou a família. Alguns dias depois, a família descobriu que Eva, o marido e a mãe foram infectados pelo coronavírus.

Um mês depois da confirmação da infecção, Alice teve quadro de febre alta. Em um pronto-socorro de Praia Grande, não foi constatada infecção pulmonar e, por isso, a menina foi liberada. Nos dias seguintes, Alice não melhorou.

“Foram três dias de febre, até que ela começou a ter dor na barriga”, relatou Eva ao G1. No terceiro dia, a mãe levou a menina a uma unidade de saúde. Além da febre e da dor na barriga, Alice também parecia estar com conjuntivite. “O médico pediu alguns exames e me falou que tinha dado infecção no sangue. Ela gritava de dor”, descreveu.

O médico, na ocasião, prescreveu um antibiótico, que não ajudou. Ainda com dores, os pais a levaram a um hospital particular. Lá, o médico desconfiou que se tratasse da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica. Os pais não podiam pagar a internação no hospital particular e, por isso, o profissional da saúde fez uma carta de indicação para que ela fosse levada a um hospital público.

“Ninguém acreditou. Fomos a um hospital daqui da cidade, e ela ficou na enfermaria até terça-feira de manhã, quando a mandaram para a área de pediatria. Falaram que era dengue ou virose. Cortaram o antibiótico dela. Briguei, falando que precisava ser investigado. Ela tomou vários tipos de remédios”, contou Eva.

Alice chegou a ser atendida por sete médicos ao longo dos dias, até que uma pediatra, que conhecia o médico que suspeitou da síndrome rara, levou em conta a possibilidade e pediu diversos exames. Depois de 10 dias de internação, no dia 23, a doença foi constatada.

No dia seguinte, a menina se sentia bem e recebeu alta. Ao G1, Eva confirmou que a menina está curada.

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