O que acontece se Trump se recusar a sair da Casa Branca?

VIRAL VIRAL VIRAL 09/11/2020 Relatar Quero comentar

Anúncio do presidente Donald Trump de se negar a aceitar derrota para Joe Biden cria situação tão nova quanto intrigante na história dos Estados Unidos; analistas ponderam sobre como reagiriam as forças de segurança do país se Trump se recusar a sair ou se declarar vencedor.

 

Nos 244 anos de história dos Estados Unidos, nunca houve um presidente que se recusasse a deixar a Casa Branca depois de perder uma eleição.

A transferência de poder ordenada, legal e pacífica é uma das marcas da democracia americana.


 

Por isso, o anúncio do presidente Donald Trump de se recusar a aceitar sua derrota contra Joe Biden, gera uma situação tão nova quanto desconcertante na vida do país.

E apresenta a analistas o desafio de considerar cenários anteriormente impensáveis.

 

Trump estava jogando golfe fora de Washington quando a vitória eleitoral de Biden foi confirmada em 7 de novembro.

Pouco depois, a campanha do candidato derrotado divulgou um comunicado garantindo que a "eleição está longe do fim".

"Todos nós sabemos por que Joe Biden está se apressando em se apresentar falsamente como o vencedor e por que seus aliados da mídia estão fazendo o possível para tentar ajudá-lo: eles não querem que a verdade seja conhecida", disse o comunicado, indicando que Trump continuaria se opondo ao resultado anunciado por meio de ações judiciais, alegando a existência de suposta fraude.

A Constituição dos Estados Unidos é clara, sem sombra de dúvida, ao estabelecer que o atual mandato presidencial termina "ao meio-dia de 20 de janeiro".

Joe Biden conseguiu vencer em vários Estados que lhe garantiram mais de 270 votos no Colégio Eleitoral. Portanto, ele tem o direito de ocupar a presidência pelos próximos quatro anos.

Donald Trump tem recursos legais e legítimos que ainda pode usar para contestar o resultado da votação.

Mas a menos que haja uma reviravolta dramática nos tribunais daqui em diante e ele possa provar na Justiça a existência de irregularidades na eleição que alega, embora não apresente provas, 20 de janeiro é a data em que o novo presidente é empossado — e em que Trump deve renunciar.

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