PGR apura pagamentos em dinheiro vivo de Eduardo Bolsonaro para a compra de imóveis no Rio

ricardo102030 24/12/2020 Relatar Quero comentar

A PGR (Ministério Público) notificou o STF (Supremo Tribunal Federal) na última sexta-feira que iniciou uma investigação preliminar para apurar o dinheiro pago pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) na aquisição de dois imóveis. Entre 2011 e 2016, zona sul do Rio de Janeiro.

O caso foi revelado pelo GLOBO em setembro e envolveu duas transações imobiliárias que custaram aos parlamentares R $ 150 mil à vista (valor atualizado pela inflação de R $ 196,5 mil). Eduardo, o terceiro filho do presidente Jal Bolsonaro, tornou-se o alvo da investigação. O procurador-geral da República Augusto Aras afirmou em despacho ao tribunal que o procurador irá verificar a necessidade de uma investigação formal do deputado. Ele ocupa uma das cadeiras da Câmara dos Deputados desde 2015 e atualmente está em seu segundo mandato. A investigação preliminar foi realizada sob a direção do Ministro Luis Roberto Barroso.

“Se houver uma indicação razoável de que o réu (em seu primeiro mandato como deputado federal desde 1º de janeiro de 2015) pode ter cometido um crime, o Supremo Tribunal Federal precisará investigar”, escreveu Arras no trecho. Cronograma obtido pelo G1.

O caso chegou ao STF por meio de um advogado que acionou a Justiça para uma investigação de Eduardo sob o argumento de que o uso de dinheiro na transação pode indicar lavagem de dinheiro. Há três meses, O GLOBO revelou que Eduardo gastou 150 mil reais em dinheiro para pagar alguns imóveis que comprou em Botafogo em 2016 e na comunidade de Copacabana em 2011. As informações sobre a transação constam das escrituras públicas desses imóveis, que podem ser obtidas em dois cartórios do Rio

Eduardo Bolsonaro foi contatado antes da publicação do relatório, em setembro, mas não voltou a discutir a origem do dinheiro ou as opções de pagamento em espécie. Como o PGR lançou uma investigação preliminar, uma nova tentativa de contato foi feita na segunda-feira. O deputado pediu ajuda em sua defesa, mas ainda não se pronunciou. Os irmãos mais velhos de Eduardo, Carlos e Flavio Bolsonaro, foram investigados pelo Ministério Público do Rio (MP), investigando seu "suborno" e nomeando "empregados fantasmas". Ao analisar os fatos, Carlos já atuou nas câmaras municipais do Rio de Janeiro e Flávio e atualmente é senador. Nessas circunstâncias, Eduardo não será investigado.

          Imóveis de BOTAFOGO e COPACABANA

Tomemos como exemplo a propriedade do Botafogo, onde Eduardo foi o primeiro vice-primeiro-ministro da Federação. Em 29 de dezembro de 2016, ele visitou o cartório da 17ª agência de notas localizada no centro do Rio e registrou a escritura do apartamento no valor de 1 milhão de reais: o apartamento fica na Avenida Pasteur, de frente para a baía. É da Guanabara e possui 102 metros quadrados. No documento, consta que Eduardo pagou à vista 81 mil reais pelo imóvel, e que está pagando "o ato é calculado e determinado em 100 mil reais na moeda do país". Há indícios de que os políticos vão pagar mais 18,9 mil reais em seis dias.Imóveis de BOTAFOGO e COPACABANA Tomemos como exemplo a propriedade do Botafogo, onde Eduardo foi o primeiro vice-primeiro-ministro da Federação. Em 29 de dezembro de 2016, ele visitou o cartório da 17ª agência de notas localizada no centro do Rio e registrou a escritura do apartamento no valor de 1 milhão de reais: o apartamento fica na Avenida Pasteur, de frente para a baía. É da Guanabara e possui 102 metros quadrados. No documento, consta que Eduardo pagou à vista 81 mil reais pelo imóvel, e que está pagando "o ato é calculado e determinado em 100 mil reais na moeda do país". Há indícios de que os políticos vão pagar mais 18,9 mil reais em seis dias.

A maior parte, R$ 800 mil, foi quitada com financiamento junto à Caixa Econômica Federal.

O imóvel em Copacabana foi adquirido três anos antes de Eduardo se tornar deputado. A aquisição foi registrada no 24º Ofício de Notas do Rio em 3 de fevereiro de 2011. O apartamento foi vendido por R$ 160 mil e na escritura ficou anotado que o pagamento ocorreu por meio de um cheque administrativo de R$ 110 mil.

O valor restante foi descrito pelo escrivão como: "R$ 50 mil através de moeda corrente do país, tudo conferido, contado e achado certo, perante mim do que dou fé".

Em agosto, o GLOBO revelou que a mãe de Eduardo, Roglia Bolsonaro (republicana), havia comprado o apartamento da Villa Isabel em 1995 por 95.000 reais em dinheiro. Naquela época, ela ainda era casada com o atual presidente Jair Bolsonaro pelo sistema de bolsa de mercadorias. A revista Época revelou ainda que a segunda esposa do presidente Jair Bolsonaro, Ana Cristina Valle, comprou um total de 14 imóveis ao se casar com ele. Cinco deles foram comprados em dinheiro. O relatório foi divulgado em setembro.

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