Esposa de negro espancado no Carrefour viu ele morrer na sua frente e está desesperada: ‘Ele pediu ajuda’

N. Ferreira***** 20/11/2020 Relatar Quero comentar


Ao tentar descrever o gesto do marido à funcionária do Carrefour, Milena Borges Alves repete: ele só fez assim com a mão (faz um gesto de "sai, sai"), nada demais, era um brincalhão. A cuidadora de idosos estava ao lado de João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, no momento em que ele foi abordado por cinco pessoas que atuavam no estabelecimento - três homens e duas mulheres, segundo ela - e conduzido para o estacionamento do mercado. No local, foi espancado até a morte.

— Eu estava pagando no caixa. Ele desceu na minha frente. 
Quando cheguei, ele já estava imobilizado. Ele pediu ajuda, quando fui, os seguranças me empurraram — afirma a esposa, emocionada.
Ainda consciente, no chão, Freitas chamou pela companheira.
– Ele disse: "Milena me ajuda", mas os seguranças não deixaram me aproximar. Seguiram com o pé em cima dele, e quando desmaiou, continuaram com o pé em cima dele. Um pé nas costas eu vi - relatou, na manhã desta sexta-feira (20), quase doze horas após o fato.
A esposa do homem, aposentado por invalidez, relatou não ter acompanhado o marido, pois ficou no caixa pagando as compras.
– Ninguém me disse nada depois que ele estava desmaiado - relembra, interrompendo novamente a fala, engasgada.
A madrugada, Milena passou no Palácio da Polícia. O pai cuidou dos trabalhos de liberação do corpo, no Departamento Médico-Legal (DML).
O casal não tem filhos, vivia apenas com o gato Chuxo. A mãe de Milena vive no mesmo condomínio, e presta apoio à filha.

Amigos dizem que era tranquilo
João Alberto era conhecido como Beto na região do bairro Passo D’Areia e do IAPI, onde viviam há nove anos. O apartamento em que moram fica a 600 metros do mercado no qual o crime foi registrado. Muito próximo também do Estádio Passo D'Areia.

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