Avó comove a web com relatos sobre neto que sobreviveu a afogamento no litoral de SP.

Pam 25/01/2021 Relatar Quero comentar

Família busca tratamento para bebê, que sofreu um dano  cerebral grave. Internautas ajudam com doações. 

Uma avó de Santos, no litoral de São Paulo, tem gerado comoção nas  redes sociais ao publicar relatos sobre a situação de seu neto, que sofreu um dano cerebral grave após se afogar em uma piscina.

O caso ocorreu no dia 10 de agosto de 2020. De acordo com a cuidadora de idosos Maria Cristina da Silva Barros, de 50 anos, seu neto, Rhavi Barros, de 1 ano, se afogou em uma piscina no sítio da família, em        Itariri, no Vale do Ribeira.

Cristina estava no local para cuidar da mãe, que é cadeirante, e levou o neto junto para passear, com a autorização de sua filha, a produtora de eventos Tamires Carolina Barros Pinto Rodrigues, de 30 anos, que         perdeu o emprego após a chegada da pandemia.

Rhavi começou a engatinhar durante a viagem, até então, passava o    dia no colo. Na tarde do dia 10, a cuidadora soltou Rhavi por alguns     instantes para ministrar as medicações da mãe. Em um curto período, o bebê se dirigiu à área da piscina, que era totalmente cercada, mas     continha uma pequena abertura, e acabou caindo na piscina.

Ao perceber a ausência do neto, a avó passou a procurá-lo por toda a propriedade, gritando por seu nome, mas não obteve resposta. Ao       passar perto da piscina, avistou apenas um dedo do bebê, que estava boiando na água, e imediatamente o resgatou e gritou por ajuda.

“Primeiro, eu entrei em um desespero muito grande, não sei nem       explicar. Na minha cabeça, eu tinha matado ele. Eu chorava e gritava  pedindo ajuda a Deus”, relembra. 

O cunhado de Maria Cristina, que também estava no local e tentou       reanimar a criança, levou os dois até o hospital mais próximo, onde o       menino chegou roxo e desacordado.

De acordo com a avó, assim que a equipe notou o estado de Rhavi, uma médica já solicitou o horário do óbito ao hospital. Contudo, outro     profissional decidiu tentar mais um pouco, e com essa insistência,       conseguiu reanimar o bebê.

Ele foi encaminhado a outro hospital para ser entubado, ainda com      poucas chances de vida. “A médica disse que era quase impossível ele sobreviver, e depois de sete dias, queria desligar os aparelhos dele, porque só 1% do cérebro funcionava. Mas, para mim, aquele 1% era 100% para Deus. Eu não podia desistir dele assim”.

Os médicos, então, decidiram insistir, e em cerca de um mês o quadro começou a se estabilizar. A família conseguiu uma transferência para    um hospital em Santos, contudo, por uma confusão nos prontuários,    chegando ao local, Rhavi teve de esperar na enfermaria por cerca de    uma hora, e acabou tendo uma convulsão. A situação do dano cerebral se agravou, e ele precisou ser encaminhado à Unidade de Terapia         Intensiva (UTI), onde permaneceu até 13 de janeiro.

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