Novas revelações da Amante de Dr.Jairinho, que teve filho torturado, promete novas revelações

ricardo102030 16/04/2021 Relatar Quero comentar

Peça importante no quebra-cabeça que traça o perfil violento e cruel do v ereador Jairo Souza Santos Júnior, o  Dr. Jairinho, de 43 anos, a ex-namorada e amante dele,  Débora Mello Saraiva, de 34, prestará um novo depoimento na  16ª DP (Barra da Tijuca), na Zona Oeste do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, 16. Marcado para às 15h, a expectativa é que dessa vez a assistente social, de 34 anos, que se relacionou com o parlamentar por seis anos e falou com ele no dia do crime, acrescente fatos relevantes sobre a personalidade e o modo de agir do padrasto de  Henry Borel – que juntamente com a mãe, a professora  Monique Medeiros, de 33, é acusado da morte do menino, de 4. Como VEJA revelou com exclusividade em 2 de abril, Débora é uma das mulheres com quem Dr. Jairinho conviveu que, além de ser vítima de suas agressões, também tinha tido um filho torturado pelo vereador em situações semelhantes ao que vinha acontecendo com o pequeno Henry.

Embora no dia 22 de março, dia em que prestou depoimento pela primeira vez à policia, Débora tenha negado que era agredida pelo vereador e que seu filho sofrera nas mãos de Dr. Jairinho, já se sabe que ela omitiu episódios importantes e tem muito a revelar aos investigadores sobre o comportamento dele. Uma amiga próxima da assistentes social contou a revista há duas semanas que o filho dela, que na época tinha por volta de 3 anos (hoje está com 8), passou por verdadeiras “sessões de tortura” praticadas pelo vereador e médico – embora nunca tenha exercido a profissão. Em uma delas, como foi revelado por VEJA, o menino foi levado para um passeio sozinho pelo namorado da mãe e apareceu, em seguida, com o fêmur fraturado. A justificativa do parlamentar para a família da moça era que o garoto havia prendido a perna no cinto de segurança e caído ao descer do carro.

Em outra ocasião, ainda descreveu a amiga que frequentava à casa da família de Débora, o menino, novamente ao sair para um passeio com o vereador, voltou com o rosto desfigurado e os olhos roxos. A explicação é que teria caído de cabeça. “Nas duas vezes, tanto da perna quanto essa, Jairinho o levou a uma clínica de conhecidos dele. Minha amiga estava deslumbrada e tinha medo por ele ser poderoso”, contou a mulher a VEJA. Ela ainda afirmou que em mais um episódio, a assistente social teria sido dopada pelo então namorado e, quando despertou, flagrou o menino chorando enquanto Dr. Jairinho dava banho nele. Como acontecia com o pequeno Henry, essa amiga garantiu ter presenciado diversas vezes o filho da assistente social “chorando e tremendo” só de ouvir as palavras “tio Jairinho”.

Débora é a amante que recebeu um telefonema de Dr. Jairinho na manhã do dia 8 de março, poucas horas após a morte brutal do menino Henry, e que ele conversou “como se nada tivesse acontecido”. No primeiro depoimento à 16ª DP, responsável pela investigação do caso, afirmou que o vereador a enviou mensagens naquele dia para saber sobre o resultado de seu antibiograma, um exame de laboratório que ela faria depois de se queixar de ardência ao urinar. Na delegacia, contou que começou a namorá-lo em 2014, quando assessorava uma vereadora e pediu afastamento do cargo. Afirmou também ter ficado com ele durante seis anos, entre idas e vindas, quando ele ainda era casado com Ana Carolina. E que ao ser intimada pela polícia recebeu um telefonema de Dr. Jairinho a orientando a “ficar tranqüila” porque só teria que relatar como fora o relacionamento dos dois. Nesse primeiro depoimento, porém, disse que eles “tiveram algumas brigas, mas só rolava xingamentos, nunca teve nenhum tipo de agressão física”, e omitiu uma série de fatos cruciais à investigação.

A expectativa agora é que a moça confirme ao delegado Henrique Damasceno, à frente das investigações sobre a morte de Henry, que foi agredida diversas vezes por Dr. Jairinho e que seu filho vítima da crueldade e das sessões de torturas praticadas por ele. A assistente social confirmou estes fatos nesta quarta-feira, 15, no programa “Cidade Alerta”, da TV Record. Contou que sofreu uma série de agressões e que, por diversas vezes, teve medo de morrer e foi ameaçada por ele caso procurasse socorro. Débora relatou que durante as brigas, quando “o rosto dele mudava completamente”, o vereador já teria quebrado um dedo do seu pé com um chute, a jogado no chão, mordido sua cabeça, tentando enforcá-la e aplicado um golpe mata-leão.

A assistente social também relatou a violência de Dr. Jairinho contra seu filho. Confirmou o episódio em que o garoto, na época perto de completar 3 anos, quebrou a perna na altura do fêmur. Ela afirmou ainda que recentemente o menino tomou coragem e contou à família que o parlamentar a dopou – sua outra filha viu um pozinho branco na sua taça –, obrigou o menino pôr papel na boca para não gritar e ficou em pé em cima de sua barriga. “Ele é uma pessoa mentirosa, agressiva, falsa, me fez perder 6 anos da minha vida. Não tinha confiança nele, mas não conseguia me livrar. Se ele me agredia e fez com meu filho coisas parecidas com o Henry, hoje o considero um psicopata”, afirmou na entrevista.

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