Grávida morre após ser contaminada pela Covid-19 em chá de bebê surpresa

Noticias no Ar 23/12/2020 Relatar Quero comentar

A professora Camila Graciano, 31 anos, que estava grávida de oito meses e morreu com coronavírus em Anápolis, a 55 km de Goiânia, teve contato com uma pessoa infectada dias antes de ser internada, segundo o irmão.

A gravidez dela era de risco e, por isso, Camila tomou todos os cuidados e não saiu de casa durante a pandemia. No entanto, de acordo com o irmão Daniel Hélio Ambrósio, colegas de trabalho da professora fizeram um chá de fraldas surpresa na reta final da gravidez. Uma das participantes estava com Covid-19, mas ainda não sabia, pois não apresentava sintomas.

“Algumas conhecidas dela, amigas do serviço, fizeram um chá de fraldas surpresa, e uma delas estava contaminada e não sabia. Logo depois, ela ficou muito ruim e os familiares avisaram às meninas que participaram do chá. Infelizmente, minha irmã foi uma das infectadas”, contou o irmão.

MAPA: Casos e mortes pela Covid-19 em Anápolis

Camila foi internada às pressas, três dias depois de ter tido contato com a colega infectada. A família da professora ainda teve dificuldades para encontrar um leito para ela, pois não havia, na data, nenhuma vaga disponível em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de Anápolis.

“Eles estavam cogitando levá-la para Goiânia ou Brasília. Graças a Deus, temos muitos amigos, todos se mobilizando em prol de conseguir uma vaga de UTI para a Camila, até que conseguiram um leito na Santa Casa”, relatou o irmão.

A Secretaria Municipal de Saúde de Anápolis informou que na última quarta-feira (19), a paciente procurou a Santa Casa de Misericórdia, que é referência em casos de gestação de alto risco e possui leitos específicos para grávidas com Covid-19. Ela recebeu atendimento, foi inserida no sistema para conseguir uma vaga de UTI às 13h23 e às 16h05 foi encaminhada para o leito, que não é exclusivo para pacientes de Anápolis.

Parto induzido

O parto precisou ser induzido para salvar a vida do bebê, que nasceu prematuro, aos oito meses, mas passa bem.

“Graças a Deus minha sobrinha apresenta bons sinais, está respirando sozinha na incubadora, não precisa de balão de oxigênio”, contou Daniel.

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