Partidos de oposição protocolam na Câmara mais um pedido de impeachment de Bolsonaro

Só matérias boas 28/01/2021 Relatar Quero comentar

Documento é assinado pelos presidentes nacionais dos partidos e lideranças no Congresso. Outros 63 pedidos de impeachment já foram apresentados.

Os seis partidos de oposição — PT, PSB, PDT, PCdoB, PSOL e Rede — protocolaram nesta quarta-feira (27) na  um novo pedido de impeachment do presidente da República, .

Em um almoço com apoiadores, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que os pedidos de abertura de processo de impeachment não dão "absolutamente nada". "Não levam a lugar nenhum, a não ser pra causar transtorno e tentação na sociedade", afirmou.

Outros 63 pedidos de impeachment, por diferentes motivos, já foram apresentados, dos quais 56 estão em análise, segundo dados da Secretaria Geral da Câmara. Os demais cinco foram arquivados ou não aceitos por questões formais, sem que o mérito fosse analisado.

Cabe ao presidente da Câmara decidir se aceita ou não um pedido de impeachment. O atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deixará o posto na próxima semana, quando será eleito o deputado que vai sucedê-lo no comando da Câmara.

Segundo o líder da Minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), o pedido identifica o que os signatários consideram 15 crimes de responsabilidade de Bolsonaro relacionados principalmente à pandemia da Covid-19.

"Não é que ele [Bolsonaro] não ajudou a ciência, ele combateu a ciência. Não é que ele negligenciou a vacina, ele boicotou a vacina", disse.

Entre as ações apontadas no pedido de impeachment como crime de responsabilidade, os autores afirmam que Bolsonaro descumpriu a Constituição ao não garantir o direito à saúde no caso da pandemia e que, em nenhum momento, priorizou o combate à doença nem houve uma coordenação de caráter nacional para orientar estados e municípios.

O documento ressalta ainda que, desde o início da pandemia, Bolsonaro ignorou as medidas sanitárias para prevenir o contágio de Covid-19 e se negava a usar a máscara, assim como não se importava em provocar aglomerações sociais.

Também destaca que a compra de vacinas não foi priorizada pelo governo e que Bolsonaro passou a tratar a questão de maneira ideológica para se contrapor às iniciativas de governantes estaduais.

“Com efeito, para além dessa postura negacionista acerca da gravidade da doença, o Presidente da República utilizou-se dessa crise sanitária, para travar uma “guerra ideológica”, com adversários reais ou imaginários, sobre os caminhos técnicos e científicos a serem adotados na pandemia, politizando, ao fim e ao cabo, a questão das vacinas em desenvolvimento”, afirma trecho do pedido de impeachment.

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