FHC, Lula e Maia declaram solidariedade a Dilma, após Bolsonaro questionar tortura na ditadura

Só matérias boas 29/12/2020 Relatar Quero comentar

O presidente  colocou em dúvida a tortura sofrida pela ex-presidente  durante a ditadura militar (1964-1985). A apoiadores, ele afirmou que aguarda "até hoje" raio-x que comprovaria lesão provocada em Dilma pelos torturadores.

Políticos como os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, além do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se solidarizaram com Dilma e criticaram Bolsonaro. Leia mais abaixo a repercussão das declarações do presidente.

Dilma integrou organizações de esquerda que combateram a ditadura militar. Ela foi presa e torturada e  dos governos de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, onde as torturas ocorreram.

 ao Conselho Estadual de Direitos Humanos do governo de Minas Gerais, ela contou detalhes das sessões de tortura, que incluíram socos, choques elétricos e pau de arara ().

Bolsonaro fez os comentários na segunda-feira (28), durante conversa com apoiadores em frente do Palácio da Alvorada, em Brasília.

Um dos apoiadores disse ao presidente que era militar da ativa em 1965 e que não viu tortura sendo feita no período. Bolsonaro disse então que "os caras se vitimizam o tempo todo", citou o caso de Dilma e afirmou que "até hoje" aguarda um raio-x que comprovaria fratura na mandíbula da ex-presidente.

Em nota, a ex-presidente Dilma afirmou que a declaração de Bolsonaro "revela, com a torpeza do deboche e as gargalhadas de escárnio, a índole própria de um torturador." Para ela, "ao desrespeitar quem foi torturado quando estava sob a custódia do Estado", Bolsonaro "escolhe ser cúmplice da tortura e da morte."

Ex-presidentes criticam Bolsonaro

Por meio de uma rede social, Fernando Henrique se solidarizou com Dilma e criticou Bolsonaro.

Também por meio de uma rede social, o ex-presidente Lula afirmou prestou solidariedade a Dilma.

O presidente da Câmara,  (DEM-RJ), criticou Bolsonaro.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (), Felipe Santa Cruz, criticou as declarações do presidente.

Também criticou Bolsonaro o ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes.

m outro momento, ela relata que sofreu hemorragia por conta da tortura.

"Quando eu tinha hemorragia, na primeira vez foi na Oban (…) foi uma hemorragia de útero. Me deram uma injeção e disseram para não bater naquele dia. Em Minas, quando comecei a ter hemorragia, chamaram alguém que me deu comprimido e depois injeção. Mas me davam choque elétrico e depois paravam. Acho que tem registros disso no final da minha prisão, pois fiz um tratamento no Hospital das Clínicas."

 

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