Atlântico deve ter nova estação atípica de furacões em 2021, diz OMM

José 25/05/2021 Relatar Quero comentar

Organização Meteorológica Mundial, OMM, indica que movimento acima do normal é esperado em partes do Caribe, da América Central e dos Estados Unidos, onde muitas comunidades ainda se recuperam da estação recorde do ano passado.

Especialistas do Centro de Previsão do Clima, nos Estados Unidos, e da Organização Meteorológica Mundial, OMM, estão apostando em outra estação atípica de furacões no Atlântico.

A previsão é de 60% de chance de uma estação com movimento de furacões acima do normal e 30% de possibilidade de uma estação perto dos patamares considerados normais.

NÍVEL HISTÓRICO

A época de furacões começa em 1º de junho e termina em 30 de novembro.

Mas de acordo com meteorologistas, 2021 deve ficar bem perto do que ocorreu no ano passado com um nível histórico recorde que esgotou a lista de nomes para as tempestades tropicais.

Para esta estação, foram escolhidos 20 nomes incluindo Claudete, Teresa, Elsa, Julian, Henri e Bill.

O primeiro da lista é Ana.

A relação provável de 12 a 20 nomes é compilada para tempestades com ventos de 63km/h ou mais. Desses de 6 a 10 podem ser tornar furacões com ventos de até 119km/h.

A estimativa é que a estação deste ano inclua de três a cinco grandes furacões de categorias 3 a 5 com ventos de 179 km/h.

ESTIMATIVA

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, Nooa na sigla em inglês, afirma que essa estimativa tem 70% de possibilidade de ocorrer.

As seis estações passadas registraram uma atividade acima da média causando centenas de ferimentos e mortes e bilhões de dólares em prejuízo.

No ano passado, a época de furacões bateu o recorde de 30 nomes de tempestades tropicais incluindo 13 furacões e seis grandes furacões.

Em abril, a Nooa atualizou as estatísticas usadas para determinar quando as estações ficam acima da média, perto ou abaixo dessas margens.

MONÇÕES

Segundo cientistas, temperaturas da superfície oceânica mais quentes que o normal no Mar do Caribe e no Oceano Atlântico devem ser os fatores que podem marcar as atividades deste ano além de monções no oeste africano.

Especialistas do Nooa também estão analisando como a mudança climática está impactando a força e frequência dos ciclones tropicais.

O Centro Nacional do Furacão dos Estados Unidos funciona como Centro Meteorológico Regional da OMM.

Países em desenvolvimento e pequenas ilhas do Caribe e da América Central assim como grandes cidades costeiras dos Estados Unidos estão propensas aos impactos dos ciclones tropicais, que podem reverter anos de desenvolvimento socioeconômico em questões de horas.

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