Comerciantes do setor de alimentos vão fazer 'panelaço' contra Ivan Cassaro, informa HORAH

junir1988 12/04/2021 Relatar Quero comentar

Quem acha que o decreto municipal assinado pelo prefeito Ivan Cassaro na sexta-feira "deixando tudo como está para ver como é que fica" não teve desdobramentos se enganou. Comerciantes do setor de alimentos de Jaú prometem um "panelaço" e carro de som para terça-feira na Prefeitura para cobrar menos "enrolação" e mais ação. Será às 9h de terça-feira em frente da Prefeitura.

A reportagem do jornal digital HORAH mostra a revolta dos comerciantes do setor alimentício - restaurantes e lanchonetes. Trecho da reportagem aponta a revolta de quem está fechado há quase três meses sem poder trabalhar:

“Não dá mais pra suportar. Infelizmente o nosso prefeito não tem coragem para bater de frente com o governador. Ele está vendo a situação que está passando o comércio e continua com a mesma enrolação, seguindo só o que o governador dita” – criticou Nilson Ulrich (um dos líderes dos empresários.

O comerciante do setor de alimentos cobra uma solução do prefeito-empresário. Segundo ele disse ao HORAH, o protesto será “para cobrar uma solução, porque elegemos o prefeito para nos ajudar. (…) Ele não tem o direito de nos deixar fechados.

DECRETO - Na sexta-feira o decreto decreto 7 991 prorrogou a quarentena até o dia 18 de abril, seguindo à risca o decreto do governador João Dória, que trocou a fase Emergencial pela fase Vermelha do Plano São Paulo. A única flexibilização do prefeito Ivan Cassaro foi permitir atendimento presencial nas lojas de materiais para construção.

O que mais desagrada aos comerciantes é que desde 23 de março o prefeito de Jaú vem adotando o discurso de "abrir a cidade" por causa da melhora nos números da pandemia na cidade. Dias atrás recebeu vereadores para falar sobre a abertura gradual - em vídeo na sexta-feira, Cassaro pediu desculpas por não poder adotar medidas que liberam o comércio na cidade.

O HORAH publicou "Carta Aberta" na qual "os donos de lojas, bares, pizzarias e restaurantes vão protestar" pedindo "tratamento igualitário com outros setores da economia que estão podendo trabalhar", citando as indústrias, justamente o ramo empresarial do prefeito de Jaú.

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