Preso acusado de ameaçar promotor passa Natal isolado em presídio federal

Amélia 25/12/2020 Relatar Quero comentar

O preso Gabriel Nekis Gonçalves, 26, flagrado em outubro de 2019 com bilhete ordenando a morte do promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do MPE (Ministério Público Estadual) passa hoje o primeiro Natal de sua vida na Penitenciária Federal de Brasília, em cela isolada.

No mesmo presídio estão recolhidos os principais chefes do PCC (Primeiro Comando da Capital), entre eles Marco Willians Camacho, o Marcola, apontado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo como o líder máximo da organização criminosa.

Gonçalves é um dos recordistas em faltas disciplinares graves cometidas no sistema prisional paulista. Ele já engoliu chips de telefone celular, agrediu e ofendeu agentes penitenciários, ateou fogo em colchão na cela e foi surpreendido com bilhete contendo ameaças de morte a autoridades.

No boletim informativo do preso constam 19 atos de indisciplina registrados em quatro anos de prisão, de 2015 a 2019. O pior deles aconteceu no final do ano passado. Foi flagrado na Penitenciária de Presidente Bernardes com bilhete ordenando a morte de Lincoln Gakiya.

O promotor é do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Presidente Prudente, órgão do MPE. Gakiya há 15 anos investiga as ações do PCC e graças à atuação dele a liderança da facção foi transferida para presídios federais em fevereiro de 2019.

No bilhete apreendido com Gonçalves no dia 21 de outubro de 2019 havia uma ordem para matar Gakiya naquela semana mesmo. A mensagem dizia que não era para ficar vivo o promotor de Justiça nem a escolta dele, formada por experientes policiais militares de tropa de elite.

A carta mencionava onde poderiam ser encontradas as armas para a realização do atentado. Era uma casa em Presidente Prudente. Policiais realizaram buscas no local, mas nenhum armamento foi achado.

A mensagem em poder de Gonçalves foi a gota d'água para a transferência dele para um presídio federal, por conta da gravidade do ato. A remoção ocorreu em julho deste ano.

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