Patroa levanta o braço da empregada e passa desodorante a força.

Braga 07/11/2020 Relatar Quero comentar

Uma zeladora de 33 anos foi vítima de racismo e agressividade no seu ambiente de trabalho, na segunda-feira (02), em Sinop (500 km de Cuiabá). Ela teria sido obrigada a passar desodorante e foi chamada de “preta fedida” pela patroa enquanto trabalhava.

Ao LIVRE, ela conta que estava realizando suas funções, quando a dona do estabelecimento onde trabalha a chamou em uma sala para passar desodorante.

A trabalhadora questionou a atitude perguntando se estava fedendo e a agressora disse que ainda não, mas que pessoas escuras de “tom preto” como ela costumavam feder muito e que ela queria evitar o problema.

“Na hora me senti totalmente desconfortável, mas peguei o produto e comecei a passar. Ela não ficou satisfeita tomou o desodorante da minha mão e esfregou no meu corpo com muita força, machucou minha pele e principalmente minha dignidade. Nunca me senti tão humilhada”, disse à reportagem.

A acusada não parou por aí, e ainda ofendeu a zeladora dizendo que ela teria que aceitar as imposições do trabalho e que caso não estivesse satisfeita poderia ir embora.

“Não consegui segurar o choro, chorei muito, isso a irritou profundamente, foi o que fez ela iniciar uma serie de ofensas e xingamentos contra mim. Ela me chamou de preta fedida. E eu só queria realizar o meu trabalho”, desabafou a vítima.

A trabalhadora, que prefere não ser identificada, procurou a delegacia do município para registar a ocorrência. A agressora deverá ser enquadrada no crime de injúria racial.

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