Conta de luz vai ficar mais caro no governo Bolsonaro

ricardo102030 15/06/2021 Relatar Quero comentar

Em 2021, reajustes já aplicados nas faturas estão na casa dos 7%. Bandeira tarifária, que também encarece a conta, deve subir mais de 20% nas próximas semanas.

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica , André Pepitone, afirmou nesta terça-feira (15) que a crise hídrica enfrentada pelo país neste ano já permite estimar uma  alta de pelo menos 5% nas contas de luz em 2022.

A agência também prepara mudanças que devem encarecer a conta de luz nas próximas semanas, incluindo um  aumento de mais de 20% na bandeira tarifária mais alta – que está em vigor atualmente e já adiciona R$ 6,24 na conta para cada 100 kWh consumidos ao mês ( veja detalhes abaixo).

O aumento dos preços da energia tem relação com o maior acionamento das usinas termelétricas (mais caras) para suprir uma queda de geração das usinas hidrelétricas. O Brasil enfrenta a pior estiagem dos últimos 91 anos, segundo o governo.

"O número que o tem usado publicamente é que vamos ter um custo adicional de R$ 9 bi [de janeiro a novembro de 2021], até abril já se gastou R$ 4 bi adicionalmente. Isso vai ter impacto adicional na tarifa de 5% [em 2022]", explicou Pepitone.

Esse impacto deve chegar às tarifas residenciais e comerciais no próximo ano. Os chamados "consumidores livres" – empresas que compram energia diretamente das distribuidoras – devem pagar o adicional ainda em 2021.

As informações foram dadas durante audiência pública na para debater a crise hídrica, nesta terça-feira (15).

Bandeiras tarifárias mais caras

Uma  outra elevação nas faturas domésticas deve entrar em vigor já nas próximas semanas. O diretor-geral da Aneel informou que o  reajuste das bandeiras tarifárias vigentes deve ultrapassar os 20%. A decisão será divulgada ainda neste mês.

As bandeiras tarifárias representam uma sobretaxa adicionada às faturas quando o custo da geração de energia sobe. Com a necessidade de poupar água nos reservatórios das hidrelétricas, o governo já anunciou diversas medidas que encarecem a geração de eletricidade ( veja abaixo).

O reajuste das bandeiras já estava previsto, mas terá de ser ainda maior diante do cenário crítico. Na audiência, Pepitone deixou claro que o reajuste de 20% atinge apenas as bandeiras, e não o valor total das faturas.

“Não é a tarifa que vai subir 20%. Nós estamos conseguimos fazer com que os aumentos que estão ocorrendo neste ano fiquem na casa de 7%, 7,5%", explicou.

“O que acontece é que todo ano, após período úmido, em abril, a Aneel discute com o valor que será o patamar da bandeira. Neste ano, nós estamos diante da maior crise hídrica que o país vivencia. Nós não temos praticamente água para atender a geração de energia [via hidrelétricas] até novembro. Até lá, teremos que atender com as térmicas e isso tem um custo”, explicou Pepitone.

Clique na segunda página para continuar navegando
Comentário do usuário