Governo escala tropa de choque para blindar Bolsonaro na CPI da Covid.

rmorais84 27/04/2021 Relatar Quero comentar

Em desvantagem numérica na CPI da Covid no Senado, o governo federal montou uma tropa de choque

para tentar minimizar danos e blindar presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Na primeira reunião oficial

hoje a partir das 10h, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) será instalada e seus membros elegerão

presidente e vice. A tendência é que a presidência fique com Omar Aziz (PSD-AM), tido como independente,

e a vice com Randolfe Rodrigues (Rede-AP), da oposição. O entendimento da maioria é que Renan Calheiros

(MDB-AL) assuma a relatoria.

Apenas 4 das 11 vagas de titulares do colegiado são ocupadas por senadores considerados mais confiáveis

pela base de Bolsonaro. Dentro da CPI, Ciro Nogueira (PP-PI), Jorginho Mello (PL-SC), Marcos Rogério

(DEM-RO) e Eduardo Girão (Podemos-CE) serão a primeira linha de frente em defesa do governo. Onyx e

Ramos Embora haja divergências internas nas estratégias de defesa a serem utilizadas pelo governo,

Bolsonaro escalou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, como o articulador político

do Planalto com os senadores neste caso. Por ser deputado federal licenciado e já ter sido ministro da Casa

Civil e da Cidadania, a justificativa é que ele tem mais experiência.

Onyx nunca aceitou o fato de ter perdido o poder da articulação política ao ser trocado na Casa Civil e,

agora, na Secretaria-Geral — de trabalho mais burocrático como uma espécie de zeladoria do Planalto —

quer retomar esse protagonismo, afirmam interlocutores do presidente. O ministro-chefe da Casa Civil, Luiz

Eduardo Ramos, foi designado para coordenar respostas e unificar os discursos do governo junto aos

ministérios. A Casa Civil, inclusive, foi responsável por enviar a ministérios uma lista de 23 acusações

frequentes sobre o desempenho do governo Bolsonaro no enfrentamento à covid-19, como revelou o UOL,

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