Para investigação da PM do CE, policiais mataram menino em legítima defesa

Amélia 10/10/2020 03:03 Relatar

A conclusão do IPM (Inquérito Policial Militar) sobre a morte do adolescente Mizael Fernandes da Silva, 13, ocorrida no município de Chorozinho (CE), que apontou que dois policiais militares atiraram contra o garoto em "legítima defesa própria e de terceiros", causou revolta na família da vítima. A mãe do menino, Leidiane Rodrigues da Silva, 33, afirmou que o resultado é "uma mentira covarde", pois foi criada uma cena "sem provas, sem justificativa para a violência causada contra meu filho e toda família."

A PM afirma sustentar a afirmação dos policiais de que o garoto estava armado com um revólver e que reagiu à ação da polícia. Já a família do menino rebate a versão dos policiais e diz que ele morreu dormindo sem saber o que se passava naquele momento.

A Polícia Militar do Ceará informou que o "Inquérito Policial Militar concluiu que a conduta dos policiais militares envolvidos na ocorrência encontra-se amparada pelo excludente de ilicitude previsto no artigo 42, inciso II, do Código Penal Militar". O artigo diz que "não há crime quando o agente pratica o fato: em estado de necessidade; em legítima defesa; em estrito cumprimento do dever legal; em exercício regular de direito." O artigo trata ainda "estado de necessidade, como excludente do crime."

"Os autos serão remetidos à autoridade delegante, bem como ao Juízo Militar Estadual", informou a PM do Ceará. Em tom de revolta, Leidiane disse que vai cobrar Justiça até o fim da vida dela em memória ao filho, pois "ele não era um bandido". A família disse que teme represálias, mas que não vai recuar.

"Meu filho morreu dormindo, inocentemente. Inventaram que ele estava com uma arma, essa arma nunca apareceu porque não existe! Meu filho nunca pegou em uma arma de fogo, era uma criança estudiosa. Acabaram com a vida dele, com a minha e a da nossa família. Estamos sofrendo muito. Se cobrar por Justiça for custar minha vida, que venham, pois não vou deixar sujarem a vida de uma criança inocente", afirmou Leidiane.

Ela rechaçou o trabalho de investigação militar e atribui o resultado porque "Mizael era pobre". "Filho de rico não ia ter esse tratamento não. Esse documento não passa de uma mentira. Como é que um policial confirma uma mentira dessas? Não vamos aceitar nunca esse resultado", disse Leidiane. A família de Mizael trabalha colhendo e assando castanhas de caju em um terreno.

A tia de Mizael, Lisângela Rodrigues, que estava no momento que o sobrinho foi morto, afirmou que até agora as testemunhas — ela, o marido, o filho e o tio — não foram ouvidos pela Polícia Militar. "Como se pode fazer uma conclusão dessa se nenhuma testemunha foi ouvida?", questiona.

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