Variante britânica pode dominar os casos de Covid-19 nos EUA em março, aponta estudo preliminar

Só matérias boas 08/02/2021 Relatar Quero comentar

Um novo estudo publicado na plataforma neste domingo (7) mostrou que a variante britânica, conhecida como  B.1.1.7, está se espalhando rapidamente nos Estados Unidos. Segundo os pesquisadores, a taxa de transmissão é de 30% a 40% maior do que as mutações mais comuns, dobrando a cada semana e meia. O estudo ainda não foi revisado por outros cientistas e nem publicado em revista científica.

Segundo os pesquisadores, a variante já foi encontrada em pelo menos 30 estados no mês de janeiro. “Os EUA estão em uma trajetória semelhante à de outros países onde a B.1.1.7 rapidamente se tornou a variante SARS-CoV-2 dominante. É quase certo que ela se torne a linhagem dominante em março de 2021”, diz o estudo.

Os cientistas analisaram meio milhão de testes de coronavírus e 212 genomas americanos. Na Flórida, o estudo estima que mais de 4% dos casos agora são causados pela variante britânica. O número nacional pode ser de 1% ou 2%. Se o cálculo estiver correto, mil ou mais pessoas podem ser infectadas com a variante todos os dias.

Um outro estudo, divulgado em dezembro do ano passado, já apontava que a variante britânica pode ser . Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a B.1.1.7 está circulando em 80 países.

B.1.1.7, identificada em dezembro de 2020 no Reino Unido. 501Y.V2, encontrada na África do Sul (também conhecida como B.1351). P.1., variante brasileira detectada inicialmente em Manaus.

Duas principais mutações chamam a atenção: a  N501Y, que ocorreu nas três variantes, e a  E484K, presente na sul-africana e na brasileira.

Elas preocupam os especialistas porque ocorrem na proteína S (de spike), localizada na coroa do vírus. É ela que se conecta com o receptor  ACE2 das células humanas, principal porta de entrada para a infecção do novo coronavírus.

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Dados apontam que imunizante também protege contra a variante B.1.1.7. O teste ainda está em andamento, mas estimativa de eficácia é de 75% em relação a essa variante. Resultados foram divulgados em versão prévia, sem revisão por outros pesquisadores e nem publicação em revista científica.

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