Sem teto italiano morre e deixa mais de R$ 600 mil em banco, além de casa e ações

Só matérias boas 04/02/2021 Relatar Quero comentar

Umberto Quintino Diaco, de 75 anos, provavelmente morreu de fome; ele vivia nas ruas e jamais aceitou dinheiro ou comida de entidade beneficente. Segundo irmã, ele deixou família aos 17 anos e nunca quis manter contato. Além de dinheiro, italiano tinha casa, ações, dois veículos e recebia uma pensão de quase R$ 5 mil.

Um homem de 75 anos, que morreu após viver como sem teto durante anos em Milão, na , deixou mais de 100 mil euros (cerca de R$ 640 mil) em uma conta em um banco, além de um patrimônio de 19 mil euros (mais de R$ 121 mil) em ações, uma casa na região da Calábria e dois veículos de transporte, com seus seguros pagos.

Segundo o relatório do legista, Umberto Quintino Diaco provavelmente morreu de fome. Seu corpo, em nítido estado de fragilidade, foi encontrado por agentes de segurança da Estação Garibaldi na quinta-feira (28), coberto pelo papelão que ele usava para se proteger do frio.

De acordo com o jornal italiano “Corriere della Sera”, em meio a suas roupas, eles acharam também um envelope, com 1.235 euros (quase R$ 8 mil) em dinheiro. Além disso, uma investigação descobriu que Diaco recebia uma pensão da Alemanha, no valor de 750 euros (aproximadamente R$ 4.800) por mês.

Segundo voluntários da entidade Ambrosiana Caritas, o homem sofria de “um grave distúrbio psicológico” e recusava a maior parte da ajuda que era oferecida. Ele nunca aceitou dinheiro ou sequer comida, e pediu apenas um endereço que pudesse usar para correspondência e que os funcionários pudessem ler seus documentos para ele.

Chiarina, uma irmã dois anos mais velha do que Diaco, diz que ele deixou a casa da família aos 17 anos e nunca mais quis manter contato. Ela garante que os parentes jamais deixaram de procurá-lo, mas ele não queria ser encontrado.

Em suas buscas, ela descobriu que ele passou um tempo trabalhando na Alemanha e que talvez tenha estado antes na Suíça.

Ao obter uma indicação de que o irmão estaria em Milão e teria sido atendido pela Caritas, ela entrou em contato com a organização, que tentou promover um encontro. Diaco, no entanto, pediu para avisar que não queria e que a família deveria parar de procurar por ele.

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