Guedes minimiza efeitos de eleição nos EUA e diz que ‘Brasil deve dançar com todos’

X 08/11/2020 Relatar Quero comentar

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira, 6, em transmissão ao vivo nas redes sociais, que espera que a relação do Brasil com os Estados Unidos não mude com as eleições presidenciais naquele país. Guedes explicou que sempre existe o risco de peso político nas relações entre os países, mas disse que espera que as boas relações com o Brasil continuem e que o país continue no caminho do desenvolvimento. “Nem vou superestimar o fator político quando não deveria ser superestimado.

A dinâmica de crescimento do Brasil depende de nós. Crescemos 7% ao ano quando fazíamos a coisa certa. Paramos de crescer porque deixamos a transição incompleta ”, disse ele.


O ministro lembrou que o Brasil passou muito tempo acompanhando de perto o desenvolvimento de outros países do mundo. Segundo ele, Estados Unidos e China, que hoje são estranhos, já estavam muito próximos. Eles dançaram cara a cara por muitos anos e o Brasil não dançou com ninguém. “Então chegamos atrasados ​​à festa. Quando chegamos, a maior luta havia acabado. Todos bêbados, todos lutando. E estamos dançando com todos, estamos dançando com todos, é pouco tempo, a festa acabou, temos que dançar rápido para abrir rápido. Agora, temos que abri-lo sem ingenuidade. Somos liberais, mas não trouxas ”, disse ele.

O ministro também aproveitou para responder às críticas à política ambiental do país. Segundo ele, não é novidade para ninguém que vários países usam a questão da Amazônia para tentar prejudicar o Brasil no mercado internacional. Uma forma, segundo ele, de muitos países superar a falta de competitividade. Nesta sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro também reforçou o discurso de Guedes e lembrou que o Brasil é o país que mais usa energia limpa. “São necessários os países mais críticos, que participam da União Européia, suas críticas são totalmente infundadas, principalmente quando se trata da nossa região amazônica, fora da geração de energia. Mas somos o país que mais preserva o meio ambiente no mundo ”, afirmou. O presidente também destacou ontem que pretende insistir na proposta de regularização territorial, que não avançou no Congresso Nacional. Segundo o governo, essa é a melhor forma de garantir a preservação da floresta e punir os responsáveis ​​pelo desmatamento ou queima ilegal.

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