Por que ativistas nos EUA oferecerão maconha de graça a quem se vacinar contra a Covid-19

Matérias Top 01/02/2021 Relatar Quero comentar

Distribuição gratuita da droga é legal em Washington DC. Na capital americana, apesar de a venda de maconha ser proibida, o cultivo e o uso recreativo e medicinal são permitidos.

Quem se vacinar contra a Covid-19 em Washington DC, a capital americana, poderá receber uma recompensa inusitada: um saquinho de maconha.

Um grupo de ativistas anunciou neste mês que pretende distribuir pequenas quantias da droga a adultos em locais de vacinação na cidade assim que a imunização estiver disponível para uma parcela maior da população. Por enquanto, as doses da vacina ainda estão restritas a grupos prioritários.

A campanha, apelidada de "Joints for Jabs" (Baseados por Vacinas), é uma iniciativa do grupo DC Marijuana Justice (DCMJ), que luta pela ampliação da legalização da maconha.

Segundo o DCMJ, o objetivo é celebrar a "ocasião histórica" representada pela imunização que pode dar fim à pandemia, agradecer às pessoas por se vacinarem e encorajar mais gente a receber a sua dose, além de chamar a atenção para os esforços do grupo.

"O propósito é oferecer uma recompensa às pessoas que cumpriram seu dever cívico e se vacinaram", diz à BBC News Brasil um dos co-fundadores do DCMJ, Adam Eidinger.

"Nós estamos cientes de que muitos usuários de cannabis desconfiam de vacinas e da ciência usada para justificar sua distribuição", diz a carta. "Nosso objetivo é usar a cannabis como meio de agradecer àqueles que estão recebendo a vacina e encorajar os mais céticos a receberem sua dose."

A distribuição gratuita da droga é legal. Na capital americana, apesar de a venda de maconha ser proibida, o cultivo e o uso recreativo e medicinal são permitidos.

Segundo Eidinger, dezenas de produtores domésticos da região de Washington irão distribuir legalmente a planta do lado de fora de centros de vacinação. Somente será distribuída maconha cultivada sem pesticidas ou fertilizantes sintéticos.

Além dos saquinhos, também haverá a opção de receber um baseado. Eidinger ressalta que os cigarros serão enrolados com máquinas, evitando a contaminação com saliva em meio à pandemia.

Ainda não há data certa para a campanha, mas a expectativa é de que ocorra na primavera do Hemisfério Norte (outono no Brasil).

Os locais e as datas de distribuição serão divulgados pelo DCMJ depois que as autoridades de saúde anunciarem mais detalhes sobre os postos de vacinação para a população geral.

Eidinger afirma que, inicialmente, esperava dar início ao esforço por volta do fim de março. Mas o ritmo atual da imunização indica que talvez demore mais para que a vacina esteja disponível a todos.

Clique na segunda página para continuar navegando
Comentário do usuário