Lesão no fígado, marcas de unhas e hemorragia: laudo dá detalhes tristes sobre últimos momentos de Henry

Tá na Rede 23/04/2021 Relatar Quero comentar

O garotinho Henry Borel Medeiros foi declarado morto na madrugada do dia 8 de março deste ano. O menino havia voltado de um final de semana alegre com o pai, o engenheiro Leniel Borel, que o entregou por volta das 19h30 do dia 7 para a mãe, Monique Medeiros da Costa e Silva.

Após investigação no corpo de Henry, foi constatado que o garotinho, que estava prestes a completar cinco anos de idade, sofreu mais de 20 lesões pelo corpo que teriam sido provocadas com ação contundente, caracterizando, para a polícia, uma agressão.

Padrasto de Henry Borel, a quem ele se referia como “tio”, o vereador Jairo Souza Santos Júnior, que até pouco tempo fazia parte do partido Solidariedade, foi preso. Ele é investigado como sendo o principal suspeito pela morte do enteado.

Um laudo divulgado recentemente mostra qual foi a causa da morte de Henry. De acordo com o documento, a criança foi a óbito em um intervalo de quatro horas após sofrer hemorragia interna provocada por lesão hepática. Após profunda análise, peritos chegaram à conclusão que Henry já havia ido a óbito no momento em que era socorrido pela mãe e o padrasto às 4h09 do dia 8. Sendo assim, acreditam que a morte deve ter ocorrido entre 23h30 e 3h30.

Perito que foi responsável ainda revelou que a vítima apresentava lesões nas áreas “nasal” e “infra orbital”, que são compatíveis com escoriações provocadas por unhas. Henry também tinha uma ferida no lábio causada durante uma tentativa de intubação na unidade de saúde para a qual ele foi levado.  Monique e Jairinho estão presos temporariamente, mas devem ser indiciados pelo crime de homicídio duplamente qualificado.

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