Menina abusada e morta por padrasto relatava dores ao urinar, diz bisavó "Vovó eu vou fazer xixi e dói'

Notícias Virais 19/12/2020 Relatar Quero comentar

A bisavó da menina de 5 anos encontrada morta dentro de uma caixa de papelão, em Hortolândia (SP), contou na tarde desta sexta-feira (18) que a menina apresentava comportamento diferente nos últimos dias e relatou dores para ela. Segundo a Polícia Civil, o corpo da criança tem sinais de estrangulamento e o padrasto dela, que está preso, confessou durante depoimento que estuprou e matou a vítima. O crime provocou comoção e revolta em moradores da cidade -  veja abaixo detalhes.

Apurações

O corpo de Maria Clara Calixto Nascimento foi achado em um terreno no Jardim São Felipe. Ela estava desaparecida desde a manhã de quinta-feira quando, segundo a família, saiu para brincar na casa de uma vizinha. A mãe dela, uma auxiliar de produção de 25 anos, chegou para almoçar e questionou o companheiro sobre a localização da garota. Na ocasião, ele alegou que dormiu e não viu ela sair.

A partir disso, a família começou a procurar a criança e registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Hortolândia. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), o padrasto foi localizado em Campinas (SP) na manhã desta sexta e levado à delegacia, onde confessou o crime.

O homem, que já tem passagem pela polícia por estupro, chegou a prestar depoimento na quinta-feira e disse que não sabia nada sobre o paradeiro de Maria Clara. Em seguida, ele se abrigou na casa de parentes em Monte Mor (SP), antes de tentar fugir para Campinas. Cássio Martins Camilo vai permanecer preso e será encaminhado a uma unidade prisional.

A garota foi encontrada próximo à residência dela, no bairro Vila Real, por familiares e amigos, que mantiveram a procura desde quinta-feira. A mãe da criança retirou o corpo da filha pelas próprias mãos e levou até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Nova Hortolândia, mas ela já chegou sem vida ao local. A perícia foi acionada para ir até o terreno.

Equipes de reportagem foram agredidas por moradores que estavam na região e dois carros foram danificados, após o corpo ser encontrado. O delegado relata ainda que, na quinta-feira, a polícia já havia encontrado indícios de suspeita do crime. "Ontem quando os meus investigadores adentraram, a residência tinha sido lavada inteira. Mas, isso não impede a perícia de localizar indícios posteriores."

Confusão na porta da delegacia

Após a prisão do padrasto, o clima ficou tenso no entorno da delegacia. Parentes e amigos da família da vítima foram até o local para tentar ver o suspeito. Além de xingamentos e gritos, bombas de fumaça foram jogadas na área interna do imóvel e pneus foram queimados na rua.

A mãe da criança já prestou depoimento à polícia. A instituição ainda investiga se o padrasto agiu sozinho ou se há outras pessoas envolvidas no crime.

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