Mãe enterra corpo de goiana achada morta em apartamento do ex-namorado nos EUA: 'Olhei minha filha pela última vez'

Só matérias boas 08/02/2021 Relatar Quero comentar

Empresária disse que ficou aliviada por conseguir trazer o corpo da filha para ser sepultado em Caldas Novas, mas foi um momento difícil: 'Senti uma dor imensa'. Lídia Lúcia Ferreira Borges, de 28 anos, foi esfaqueada há mais de um mês.

O corpo da goiana Lídia Lúcia Ferreira Borges, de 28 anos, que foi  foi enterrado na manhã deste domingo (7), em , no sul de Goiás. Mãe da jovem, Leda Ferreira Barbosa disse que está aliviada por ter conseguido sepultar a filha no Brasil.

Segundo a mãe, o corpo de Lídia chegou no sábado (6) ao Brasil. O velório aconteceu durante a noite e na manhã deste domingo, houve o enterro.

Todas as despesas do traslado e enterro foram pagas com a  criada por amigos da goiana. Leda disse que, quando estiver mais calma, pretende gravar um vídeo de agradecimento aos internautas que a ajudaram.

A família de Lídia é natural de Edéia, a 120 km de Goiânia, mas reside em Caldas Novas há mais de 20 anos. A jovem tinha se mudado para São Francisco, no estado da Califórnia, há mais de dois anos e trabalhava com limpeza de residências por aplicativo.

Uma amiga que morava com a jovem há um ano e preferiu não ser identificada relatou que Lídia saiu para trabalhar e não voltou. Preocupada, chamou a polícia e passou informações sobre o trabalho que foi fazer. Em buscas pela cidade, os policiais encontraram o carro da goiana estacionado em frente ao prédio onde o ex-namorado morava.

Lídia Ferreira foi encontrada morta no apartamento do ex-namorado em 22 de dezembro passado. De acordo com a família, ela foi atingida por três facadas no pescoço. A polícia norte-americana suspeita que o ex-namorado assassinou a jovem e, em seguida, se matou.

O brasileiro que Lídia namorou, que não teve a identidade divulgada, aparentava ser uma pessoa tranquila, segundo a amiga que o conheceu pessoalmente. A mãe de Lídia contou ao  G1 que a filha terminou o namoro, em torno de sete meses antes do crime, depois de avaliar que "não era o que ela procurava para a vida".

De acordo com a família, na época, ele teria aceitado o fim da relação, "aparentemente", de forma positiva. Os dois, inclusive, mantiveram amizade depois da separação, segundo a mãe.

A amiga completa que homem começou a perseguir Lídia e ligar insistindo para reatar o namoro. "Ele ficou obcecado por ela. Mas, em nenhum momento, demonstrou agressividade e não fez ameaças contra ela. Mesmo assim, nós a aconselhamos a prestar queixa contra ele, por causa das perseguições. Ela achou que não precisava no momento", conta a colega.

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