"Capitã Cloroquina": candidata a vereadora só tomaria remédio em "último caso"

Amélia 16/09/2020 05:14 Relatar

Veterana na criação de personagens para disputar eleições, a advogada Regina Célia Sequeira aproveitou um tema em evidência na escolha do nome que usará na urna em novembro. Com a alcunha “  Capitã Cloroquina ”, uma vestimenta militar e um chicote na mão, ela tentará uma vaga na Câmara de Vereadores do Rio.

A Organização Mundial de Saúde suspendeu os estudos clínicos com a cloroquina após apresentar risco para os pacientes com  Covid-19 . Mesmo sem comprovação científica, Bolsonaro não só incentivou como afirmou ter usado o medicamente quando esteve coma doença.

Regina diz respeitar as opiniões controversas sobre o assunto. Ela conta que viu nos personagens uma forma de se destacar perante o eleitor. Depois de aparecer como “Zefa: a emergente da Baixada”, ao tentar uma vaga na Câmara Municipal de São João de Meriti, em 2004, ela criou a “Super Zefa”, na disputa para a Câmara dos Deputados, em 2006. Na ocasião, com a ajuda do horário eleitoral, obteve 5.713 votos pelo então PTdoB, atual Avante.

"Ninguém aguenta ficar sempre na mesma. Criei a “Super Zefa” para dar um refresco na minha cabeça. Naquele momento, a política estava precisando de um super-herói. Me lancei antes do Tiririca (deputado federal). Depois dele, um monte de gente se veste de tudo", disse a candidata.

Para este ano, ela viu no medicamento defendido pelo presidente Jair Bolsonaro um bom tema de campanha. Com o slogan “  Capitã Cloroquina : remédio para propina”, a candidata pretende chamar a atenção e atrair eleitores insatisfeitos.

"Eu busco, no momento do pleito, um assunto em evidência. Falar de cloroquina para mim é ótimo", diz.

Apesar do nome, Regina diz que evitaria o uso da cloroquina caso contraísse o coronavírus: "Só em último caso", explica.

Durante a pandemia, passou dois meses sem sair da casa onde mora, na Barra da Tijuca, contando com a ajuda do marido, Antônio Sequeira. Eleitora de Jair Bolsonaro, ela ainda apoia o presidente. "Sou  bolsonarista de carteirinha"

A advogada, que diz não acreditar em ideologia partidária, já passou por cinco partidos em sua trajetória política. Com as derrotas nos pleitos passados, ela confessa estar menos otimista para esse ano e espera aparecer na propaganda partidária na televisão.

"A TV é aberta é muito importante para mim. Não tenho rede social nem uma equipe para me ajudar. Devo criar um conta essa semana. Ainda não sei como viralizar", brinca Regina.

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