PGR denuncia governador do AM, vice e outros 16 por supostos crimes no enfrentamento à Covid

New York Times 27/04/2021 Relatar Quero comentar

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e mais 17 pessoas foram denunciados pela  Procuradoria-Geral da República à Justiça nesta segunda-feira (26) por suposto envolvimento em um esquema de corrupção ligado ao enfrentamento da pandemia no estado. Na denúncia, a PGR estima prejuízo superior a R$ 2 milhões aos cofres públicos. Desvio de recursos para a compra de respiradores foi a principal suspeita.O governador nega as acusações.

O caso será analisado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde começam a tramitar as ações que envolvem governadores. Se a denúncia for recebida, os citados se tornam réus no STJ pelos crimes apontados pela PGR. A denúncia não pede o afastamento do governador do cargo. A subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo afirma no documento que instalou-se no governo do Amazonas

Sob o comando de Wilson Lima, "uma verdadeira organização criminosa que tinha por propósito a prática de crimes contra a Administração Pública, especialmente a partir do direcionamento de contratações de insumos para enfrentamento da pandemia, sendo certo que, em pelo menos uma aquisição, o intento se concretizou". – disse a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo

Essa denúncia se refere aos supostos crimes cometidos na aquisição de respiradores para pacientes internados com Covid. O grupo é acusado de organização criminosa voltada à prática de crimes diversos, sobretudo dispensa indevida de licitação, fraude à licitação e peculato – delitos previstos na Lei de Licitações e no Código Penal. Além de Lima, foram denunciados o vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida (PTB); o secretário chefe da Casa Civil do estado, Flávio Antony Filho; o ex-secretário de Saúde Rodrigo Tobias e outras 14 pessoas, entre servidores públicos e empresários.

Segundo a investigação, naquele momento haviam sido identificadas compras superfaturadas de respiradores; direcionamento na contratação de empresa; lavagem de dinheiro; e montagem de processos para encobrir os crimes praticados com a participação direta do governador. O governador e um servidor também são acusados de tentar atrapalhar as investigações da organização criminosa por meio da adulteração de documentos.

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