Carrefour diz que 20 de novembro foi o dia mais triste de sua história, e presidente global ordena revisão de treinamento dos funcionários

Noticias no Ar 22/11/2020 Relatar Quero comentar

O presidente global do Grupo Carrefour, Alexandre Bompard, se pronunciou dizendo que a morte de João Alberto Silveira Freitas foi um "ato horrível" e que repudia a intolerância. João Alberto, cidadão negro, foi espancado e morto por dois seguranças brancos em uma loja Carrefour em Porto Alegre (RS), na última quinta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra.

Em uma rede social, na última sexta (20) Bompard pediu para que a rede de supermercados no Brasil faça “uma revisão completa das ações de treinamento dos colaboradores e de terceiros, no que diz respeito à segurança, respeito à diversidade e dos valores de respeito e repúdio à intolerância”.

Ele informou que esta revisão será acompanhada de um plano de ação definido por empresas externas para garantir independência no trabalho.

Bompard também informou ter pedido para que as equipes do grupo no Brasil colaborem com a Justiça e as autoridades para que “os fatos deste ato horrível sejam trazidos à luz”.

Ao afirmar que medidas foram tomadas em relação à empresa de segurança contratada, o executivo apontou que “essas medidas são insuficientes”. Na sexta-feira, o Carrefour no Brasil já havia informado que romperia o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão.

“Meus valores e os valores do Carrefour não compactuam com racismo e violência”, disse o presidente global da rede de supermercados.

No Brasil, o Carrefour divulgou uma nota neste sábado (veja a íntegra abaixo) dizendo que o dia 20 de novembro foi "o mais triste da história" da empresa e anunciando que, todo o resultado das vendas do último dia 20 das lojas Carrefour Hipermercados, será doado para entidades ligadas à luta pela consciência negra.

O empresário Abílio Diniz, acionista e conselheiro do Carrefour, também se mostrou "profundamente triste e indignado" com a morte de João Alberto, o que ele chamou de "uma tragédia e uma enorme brutalidade".

Diniz pediu à empresa para que "não meça esforços e trabalhe incansavelmente" para que casos como este não se repitam. "E mais, que o Carrefour se organize para ser um agente transformador na luta contra o racismo estrutural no Brasil e no mundo", completou o empresário.

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