Pesquisadores revelam detalhes inéditos do dinossauro brasileiro

Amélia 17/09/2020 07:52 Relatar

Pesquisadores do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, divulgaram hoje (15) dados inéditos de uma pesquisa sobre o crescimento óssea da espécie do dinossauro . O estudo foi conduzido em parceria com Centro Paleontológico da Universidade do Contestado, instituição sediada no Paraná. Ele revela que esse animal poderia viver entre 13 e 14 anos e atingiam a maturidade entre os 3 e 5 anos de idade.

Pesquisadores do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, divulgaram hoje (15) dados inéditos de uma pesquisa sobre o crescimento óssea da espécie do dinossauro . O estudo foi conduzido em parceria com Centro Paleontológico da Universidade do Contestado, instituição sediada no Paraná. Ele revela que esse animal poderia viver entre 13 e 14 anos e atingiam a maturidade sexual entre os 3 e 5 anos de idade.

Graças ao grande número de fósseis preservados do , foi possível traçar um panorama mais completo e confiável sobre como esses animais se desenvolviam, qual eram suas taxas de crescimento e quanto tempo levavam para se tornarem adultos. A técnica da osteohistologia, empregada no estudo, consiste na retirada de fragmentos do osso, através de cortes com serras elétricas. Por ser relativamente destrutiva, costuma ser usada apenas quando há abundância de fósseis.

A pesquisa constatou ainda a existência de um tipo de tecido ósseo incomum para os dinossauros, conhecido como paralelo-fibroso. Ele é caracterizado por um alto grau de organização das fibras de colágeno contida nos ossos e demanda mais tempo para se formar ao longo do crescimento do animal. Assim, as taxas de crescimento do  eram provavelmente mais lentas do que o observado em outros dinossauros e mais similares a de jacarés e crocodilos.

A hipótese dos pesquisadores é de que a desaceleração do crescimento desses animais estaria relacionado com o seu tamanho corpóreo. Também é possível que seja uma adaptação ao ambiente árido onde viviam.

O trabalho integrou a pesquisa de mestrado de Geovane Alves de Souza, financiada com bolsa Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Mobilizou ainda outros seis cientistas: Arthur Brum, Juliana Sayão, Maria Elizabeth Zucolotto, Marina Soares, Luiz Weinschütz, além do paleontólogo e diretor de Museu Nacional, Alexander Kellner.

De acordo com nota divulgada pelo Museu Nacional, as descobertas revelam a importância do financiamento de bolsas de pós-graduação, lançando luz sobre como os dinossauros viveram em um mundo de constante mudança climática e quais os mecanismos e estratégias de sobrevivência existiam no passado do planeta. "Apesar dos dinossauros fascinarem tanto cientistas quanto o público leigo, muitas perguntas sobre seu crescimento, metabolismo e anatomia ainda permanecem sem respostas", diz o texto.

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