Funerais das vítimas da controversa operação na favela do Jacarezinho

Jornalista 09/05/2021 Relatar Quero comentar

Começaram a ser enterradas as vítimas da operação policial de quinta-feira na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, Brasil.

A operação teve um desfecho sangrento, com o  balanço de vítimas revisto pelas autoridades para 29 mortos, incluindo , já enterrado na sexta-feira.

Sábado decorreram os funerais de cinco pessoas em dois cemitérios cariocas e este domingo deverão decorrer as cerimónias fúnebres de outras 13 vítimas da polícia. Restando outros 10 alegados criminosos.

Algumas testemunhas da operação acusaram a polícia de ter invadido casas particulares sem ter ordem judicial e de ter executado algumas das vítimas mesmo depois de elas se terem rendido.

Alguns dos detidos no decurso da operação "relataram em audiência de custódia", citada pelo jornal Folha de São Paulo, "terem sido agredidos, ameaçados e obrigados por policiais a carregar corpos naquela manhã, segundo a Defensora Pública".

"Citaram socos, chutes, coronhadas, agressões psicológicas, ameaças de morte. Disseram que foram obrigados a carregar corpos para 'caveirões', o que também indica que houve 'desfazimento' de cenas de crime. Um deles ainda relatou que presenciou a execução de duas pessoas detidas dentro de uma casa. Puseram ali e executaram com tiros de fuzil", descreveu a defensora Mariana Castro, coordenadora do Núcleo de Audiências de Custódia que participou das audiências.

Queixas por alegado abuso policial

A operação na favela do  Jacarezinho motivou queixas de diversas organizações de  direitos humanos como a  Amnistia Internacional ou a  Human Rights Watch.

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