Bebê levada a hospital com mais de 30 lesões no corpo continua na UTI em estado grave, diz boletim medico

nega 13/05/2021 Relatar Quero comentar

Menina de 6 meses de vida está internada há quatro dias em uma unidade de saúde de Goiânia. Polícia Civil investiga se ela sofria maus-tratos.

Continua grave o estado de saúde da bebê de seis meses que foi levada para uma Unidade de Pronto Atendimento com mais de 30 lesões no corpo, segundo informou o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage Siqueira (Hugol), em Goiânia, onde ela está internada há quatro dias. Segundo o

boletim divulgado na manhã desta quinta-feira (13), a paciente respira com a ajuda de aparelhos em

uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O caso foi registrado na noite de segunda-feira (10), quando a bebê foi atendida na Unidade de Pronto Atendimento Pediátrico, em Anápolis, a 55 km da capital. No local, após perceber hematomas aparentes pelo corpo da menina, a médica suspeitou que ela fosse vítima de maus-tratos e acionou as

autoridades.

Após tomar conhecimento da situação, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis instaurou inquérito policial para apurar as causas e circunstâncias das lesões corporais na bebê. Na última quarta-feira (13), o pai foi interrogado pela polícia e afirmou que pode ter machucado a

filha “sem intenção”. A mãe da menina ainda não foi ouvida.

Os nomes dos pais da bebê não foram divulgados pela corporação e eles não chegaram a ser presos.

Portanto, o G1 não conseguiu localizar a defesa deles para que pudesse se posicionar.

Perícia na casa dos pais

A Polícia Civil fez uma perícia na casa da família na noite de terça-feira (11). No dia seguinte, o pai se apresentou à delegada para dar novas declarações, pois, no dia em que a menina foi hospitalizada, ele

chegou a ser levado à delegacia, informou que não sabia o motivo dos hematomas e foi liberado.

A delegada Kênia Duarte informou que aguarda também o laudo de um exame de corpo de delito

realizado na criança, que deve apontar o que causou os ferimentos. A investigadora disse ainda que o

inquérito policial

tem um prazo de 30 dias para ser concluído.

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