“Foi um chamado de Deus”, diz ex-paquito que faz missões na África há 19 anos

Diário da Diva 16/03/2021 Relatar Quero comentar

Conhecido na TV como Xand, Alexandre passou a se dedicar às missões. (Foto: Alexandre Canhoni)

Alexandre Canhoni se tornou um rosto conhecido na TV Globo, quando ficou conhecido como o paquito Xand do "Xou da Xuxa" nos anos 1990. Mas um encontro com Deus mudou sua vida e despertou nele uma nova missão: alcançar crianças e adolescentes na África, onde mora com sua família há quase 20 anos.

Desde criança, Alexandre levava jeito para ser artista. Como paquito, ele participou de especiais de final de ano, diversos programas de televisão e fez três turnês nacionais e internacionais com o Xou da Xuxa. 

Anos mais tarde, em fevereiro de 1995, Alexandre estava andando pela Avenida Ipiranga, no centro de São Paulo, e foi atraído por um som. “Na verdade, eu segui o barulho porque eu não estava achando o som bom. Eu era muito nervosinho e queria brigar com quem estava tocando feio”, disse ele em entrevista ao vivo para o Guiame. “Quando eu percebi que era um culto evangélico, eu fiquei com mais raiva ainda”.

Mesmo incomodado com o som, Alexandre resolveu entrar na igreja e fazer uma oração. “Eu falei com Deus, da minha forma: ‘Se o Senhor de fato existe, mude a minha vida radicalmente’. Depois que eu falei isso, eu senti uma paz sobrenatural, como nunca senti em nenhum lugar, em nenhum segmento religioso que eu havia servido”.

“O impacto de Jesus na minha vida foi de uma forma sobrenatural. Não fui à igreja porque alguém me levou”, observa Alexandre. “Eu entendo que foi um chamado de Deus específico para a minha vida. O Senhor me tirou das trevas e me trouxe para o Reino da Luz.”

Os próximos anos da vida de Alexandre foram de intenso crescimento em Deus. Ele passou a se dedicar à música gospel e aos estudos, incluindo uma formação em Teologia na área de Missiologia Transcultural, além de um curso de Capelania em Boston (EUA).

Chamado missionário

Enquanto isso, Alexandre era impulsionado em fazer a obra de Deus com as pessoas mais necessitadas. “Eu não fui para a África sem começar aqui [no Brasil] primeiro. Eu montava cestas básicas, conseguia doações de cobertores, evangelizava moradores de rua embaixo das pontes em São Paulo, tinha um trabalho de capelania na área hospitalar e cheguei a pregar em presídios”, conta. 

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