Brasil toma susto, mas vence Alemanha na estreia com três de Richarlison

marinho 22/07/2021 Relatar Quero comentar

Várias vezes na etapa inicial o Brasil chegou como quis à área do adversário

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22/07/21 10:50 ‧ HÁ 58 MINS POR FOLHAPRESS

ESPORTE 

YOKOHAMA, JAPÃO (FOLHAPRESS) - Quando alguém quiser entender o significado da expressão "placar enganoso" no futebol, basta assistir os 90 minutos de Brasil e Alemanha, pelo torneio olímpico de futebol masculino, nesta quinta-feira (22).

A seleção comandada por André Jardine estreou com vitória por 4 a 2, mas poderia ter feito mais gols. Muito mais, na verdade. Seria a chance para devolver os 7 a 1 aplicados pelos alemães na semifinal da Copa do Mundo de 2014, no Mineirão.

Claro que a partida de sete anos atrás foi muito mais importante e histórica, mas conseguir uma goleada expressiva contra os germânicos massagearia o ego do torcedor nacional. Com o resultado, o Brasil começa na liderança no grupo D dos Jogos de Tóquio. Em outro jogo da chave, a Costa do Marfim derrotou a Arábia Saudita, mas com um gol a menos de saldo: 2 a 1.

O confronto aconteceu no Yokohama International Stadium onde, em 2002, Brasil e Alemanha se enfrentaram na decisão do Mundial e Ronaldo anotou duas vezes para selar o título do elenco que ficou conhecido como "família Felipão", em alusão ao treinador Luiz Felipe Scolari. O mesmo do 7 a 1.

O Brasil fez três no primeiro tempo nesta quinta. Poderia ter feito sete. Não foi ameaçado em nenhum momento pela Alemanha, dominou a partida e se, abriu o placar aos sete minutos, poderia tê-lo feito antes.

Antony cortou a defesa adversária com um único passe, que encontrou Richarlison, que seria em 2021 uma mistura de Thomas Muller e Miroslav Klose de 2014. O atacante do Everton (ING) fez o primeiro. Ele foi para o vestiário 38 minutos depois com mais dois na bagagem.

Aos 22, completou cruzamento de Guilherme Arana. Oito minutos mais tarde, chutou cruzado após assistência de Matheus Cunha.

Várias vezes na etapa inicial o Brasil chegou como quis à área do adversário. Em algum lugar da Alemanha, a versão teutônica de Galvão Bueno deve ter gritado: "lá vem eles de novo! Olha só que absurdo!", como o original sul-americano fez em 2014.

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