Filho é suspeito de matar a própria mãe em SP; polícia descobre tudo após abrir o forno do fogão na casa da vítima

N. Ferreira***** 27/12/2020 Relatar Quero comentar

A Polícia Civil encontrou na residência de Márcia Lanzane, de 44 anos, achada morta na casa onde morava em Guarujá, no litoral paulista, um DVR [sistema digital usado para gravação] com imagens de um circuito interno de segurança do imóvel escondido dentro do forno do fogão. O filho da mulher é investigado por envolvimento no óbito - inicialmente, ele disse em depoimento que encontrou a mãe morta em casa, mas depois admitiu que a empurrou durante uma briga, e que ela bateu a cabeça ao cair.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o filho da vítima relatou às autoridades que escondeu o DVR. Um exame necroscópico apontou sinais de esganadura na vítima, porém, segundo a polícia, o jovem nega ter machucado a mãe desta forma, ou mesmo a matado intencionalmente.

De acordo com o que o pai do jovem investigado relatou ao G1, e confirmado pela polícia, o DVR contém imagens internas da casa. As autoridades não informaram o conteúdo do material.

Ainda segundo novas informações da polícia, três celulares também foram apreendidos. A defesa do jovem relatou, por meio de nota, que o filho da vítima está muito abalado e afirma não ser responsável pelo óbito da mãe. 

A morte de Márcia ocorreu na Avenida Tancredo Neves, no bairro Sítio Cachoeira, na manhã de 22 de dezembro. Familiares relataram à reportagem que o próprio filho teria ligado para amigos, desesperado, e acionado a polícia, afirmando que encontrou a mãe morta em casa.

Segundo a Polícia Civil, uma testemunha, primo da vítima, relatou que o filho da falecida informou que saiu de casa pela manhã para treinar e, quando retornou, encontrou sua mãe caída em seu quarto, aparentemente sem vida. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou o óbito.

De acordo com a polícia, inicialmente, ele não teria contado nada sobre ter envolvimento no óbito. Foi após os policiais suspeitarem e o questionarem, segundo as autoridades informaram ao  G1, que o jovem confessou que teria sido uma morte acidental após empurrá-la durante uma discussão. Em seguida, segundo ele alegou, Márcia teria caído e batido a cabeça.

O caso foi registrado como morte suspeita pela Delegacia Sede de Guarujá, que apura os fatos. O filho da vítima foi ouvido e liberado. Segundo a Polícia Civil, ainda não há como definir com certeza qual foi a causa da morte de Márcia e, por isso, um inquérito policial foi instaurado. A polícia avalia a necessidade de exumação do corpo.

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