Trump pede 'coragem' contra Covid-19, mas ignora fortuna cobrada a norte-americanos por tratamento

Amélia 07/10/2020 05:46 Relatar

Depois de receber alta, o presidente norte-americano Donald Trump, diagnosticado com Covid-19, foi registrado tirando sua máscara e acenando na Casa Branca, onde deve prosseguir com o tratamento contra o novo coronavírus.

Contudo, tirar a máscara não foi a única atitude controversa de Trump no pós-alta. O presidente ainda pediu aos norte-americanos para que “não sintam medo da Covid-19” e prosseguiu, quase em tom de apelo, "não deixem dominar suas vidas".

A declaração foi prontamente rebatida por Joe Biden, adversário de Trump nas eleições norte-americanas de novembro. O candidato democrata ironizou o apelo do presidente: "Que diga isso às 205.000 famílias [número de mortos pela Covid-19 nos EUA] que perderam alguém".

Além de desconsiderar o alto número de óbitos registrados no país, a fala de Trump ignora também o alto custo que um norte-americano terá que arcar caso se infecte com o novo coronavírus. Sem sistema público de saúde, o país coleciona casos que chocam pelo alto valor cobrado aos doentes.

Antes da explosão do novo coronavírus nos EUA, uma pesquisa publicada pelo Business Insider apontou que ao menos metade dos americanos que possuem seguros de saúde não acreditam que o plano arcaria com custos para exames e tratamento do coronavírus. Ao menos 27 milhões de pessoas não possuem planos de saúde no país.

Segundo a publicação, 29% dos entrevistados diz ter certeza de não poder arcar com qualquer conta médica apresentada. Outros 25% afirmam não ter confiança alguma de que poderiam pagar, enquanto 23% se disseram em dúvida se poderiam ou não arcar com novos custos.

Americanos pagam ‘fortunas’ em tratamento

Logo no início da pandemia, o The New York Times deu destaque ao caso de Frank Wucinski e Annabel, sua filha de 3 anos, colocados em quarentena. Eles estavam em Wuhan e voltaram aos EUA quando o governo ofereceu o voo de repatriação.

Só o custo da quarentena da filha no hospital infantil foi de US$ 3.900 [mais de R$ 21,5 mil]. Wucinski foi cobrado também pela empresa de ambulâncias no valor de US$ 2.598 [mais de R$ 14 mil].

Em junho, Michael Flor, de 62 anos, ficou 62 dias internado e precisou de ventilação mecânica em 29 desses dias. Ao final do tratamento, o homem recebeu a conta de US$ 1,1 milhão [pouco mais de R$ 6 milhões de reais] do hospital onde se tratou de Covid-19.

De acordo com o jornal “The Seattle Times”, Flor, que esteve à beira da morte e se recuperou, tomou um grande susto quando a conta chegou. Segundo ele, seu “coração quase parou pela segunda vez".

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