DJ Alok destina lucro milionário com Free Fire para combate à pobreza

Top 10 28/03/2021 Relatar Quero comentar

Se você joga Free Fire há mais de alguns dias, com certeza já deve ter visto o personagem Alok disponível para compra na loja do Battle Royale da Garena. Lançado em novembro de 2019, o DJ brasileiro foi a primeira colaboração do jogo com um artista famoso e o produtor musical brasileiro, não cansa de surpreender a comunidade do Free Fire, recentemente o Alok anunciou que doou toda a renda com o personagem para combate a pobreza no Brasil.

A doação de R$ 27 milhões, renda do licenciamento do seu personagem no Free Fire, criou o “Instituto Alok” no final de 2020. Além desses recursos destinados a projetos sociais no Brasil, o brasileiro também vai doar outros R$ 6 milhões para ações na África. Deve anunciar em breve doação também para Índia.

INSTITUTO ALOK

Quando fiz parceria com a Garena [empresa chinesa detentora do Free Fire] e me tornei um personagem do game, eles perguntaram qual habilidade eu gostaria de ter no jogo. Falei que gostaria de poder curar as pessoas.Ao colocarem isso dentro do jogo, vendeu pra caramba. Foi um fenômeno incrível.Quando entrou uma grande parte de recurso pra mim, abri mão de todo o meu lucro. Com esse montante, veio a necessidade de ter o instituto para fazer investimento social com inteligência.

Minha carreira só faz sentido se eu puder ajudar. E vice-versa. Eu só posso ajudar se tiver minha carreira indo bem. São dois alicerces.

Posso contribuir não só com capital mas com minha imagem e alcance. A visibilidade é um lastro e ativo importante do instituto.São R$ 27 milhões exclusivos para o Brasil. Cerca de R$ 2 milhões já foram usados. No socorro a Manaus e também destinados para várias frentes de empreendedorismo, combate à desigualdade e para levar dignidade à vida das pessoas.

Já apoiamos a Gastromotiva, a Feira Preta, o Natal sem Fome. Temos propostas bem definidas.Quando fomos apoiar Manaus [no colapso da pandemia], apareceu uma pauta para ajudar na pesquisa sobre e a nova cepa do coronavírus. Isso não é pra gente. Se eu coloco R$ 5 milhões não muda nada.

MUNDO GAMER

No Free Fire, a grande responsabilidade são dos influencers à frente do jogo, os criadores de conteúdo. É onde eu entro.Muita coisa tem melhorado. Até no discurso. Quando entrei, era muito tóxico. Fui entender o porquê.Os influencers que o seu filho estava vendo no YouTube e outras plataformas falavam coisas sem pensar. Foi aí que entendi o meu papel.

Se o cara faz um comunicado feminicida, a gente faz “react” daquilo. A Garena recebe a informação e bane o jogador. Tira o IP do cara, que não pode mais nunca jogar. Acabam sendo duros, gera debate.Também trago mulheres para explicar como é o relacionamento delas com o game. O Free Fire tem a maior comunidade feminina no mundo dos games.No primeiro campeonato que fiz, exigi que todo time tivesse pelo menos uma mulher. Bombou. No segundo, as meninas falaram que queriam entrar com time próprio. Abrimos para mil times femininos.

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