A última alta de paciente do hospital de campanha do Anhembi

Amélia 10/09/2020 03:05 Relatar

Após 12 dias internada e sem poder receber familiares, a aposentada Guiomar Sargo de Lima, de 83 anos, se tornou a última paciente de covid-19 a receber alta e deixar o hospital de campanha do Anhembi, na zona norte de São Paulo. Construída em caráter de urgência pela Prefeitura, a unidade fechou as portas ontem, após quase cinco meses.

Durante a pandemia, a capital paulista chegou a ter quatro hospitais de campanha, mas agora só dois continuam funcionando, ambos do governo do Estado, e tratam de menos de 150 pacientes no momento. Um deles, em Heliópolis, na zona sul, também deve fechar.

Mais de 5,5 mil pessoas chegaram a ficar internadas nos hospitais de campanha da cidade. A queda na demanda, entretanto, é o argumento da Prefeitura e do estado para encerrar as atividades nesses locais.

Filho de Guiomar, o contador Cláudio Roberto Sargo de Lima, de 59 anos, mora na zona leste e relata que o equipamento foi importante para que a mãe recebesse tratamento adequado. "Aqui na região, não ia ter outro lugar para internar."

Segundo Lima, a idosa começou a sentir falta de ar em meados de agosto e confirmou a infecção por exame, após idas e vindas a hospitais do bairro. Com a taxa de saturação oscilando abaixo dos 90%, a idosa foi transferida para o Anhembi e precisou fazer uso de máscara de oxigênio na unidade, mas não chegou a ser entubada.

"Ela ficou mal nos primeiros dias, era nítido que estava com falta de ar e muita dor. Naquele momento, tive muito medo. Com o tempo, foi recuperando a firmeza na voz e conversava com mais ânimo, e aí foi dando um alívio", conta. "É uma alegria incontida poder ter minha mãe de volta em casa."

Vetada de receber visitas durante a internação, Guiomar continuou conversando com os parentes por meio de videochamadas, feitas com celulares emprestados por enfermeiras. "O pessoal é muito atencioso, realmente entendeu também o lado do parente: a gente fica angustiado sem poder ver", afirmou o contador.

O hospital do Anhembi começou a acolher pacientes no dia 11 de abril. No auge da doença, chegou a ter 1,5 mil funcionários e 871 leitos ativos. O fim da operação do equipamento emergencial havia sido anunciado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) na semana passada. 

Parte do conteúdo do artigo é proveniente da Internet. Se seus direitos de privacidade forem violados, o site será processado o mais rápido possível. Relatar
Artigos recomendados

©2020 didiadidia.com. All Rights Reserved. Sobre nós Política e segurança Termos Privacidade Direitos autorais

Isenção de responsabilidade:Este site opera enviando artigos em tempo real e não assume nenhuma responsabilidade legal pela autenticidade, integridade e posição de todos os artigos. O conteúdo de todos os artigos representa apenas as opiniões pessoais do autor e não é a posição deste Site. Os usuários devem julgar a autenticidade do conteúdo. O autor possui os direitos autorais do artigo publicado neste site. Como este site é restrito pelo modo de operação "publicação em tempo real", não podemos monitorar completamente todos os artigos. Se os leitores encontrarem problemas, entre em contato conosco. Este site tem o direito de excluir qualquer conteúdo e recusar qualquer pessoa a publicar artigos neste site e também o direito de não excluir o artigo.Não escreva palavrões, calúnia, violência pornográfica ou ataques pessoais, seja disciplinado. Este site reserva todos os direitos legais.
TOP
X
Relatar
Use um endereço de e-mail real. Se não pudermos entrar em contato com você, não poderemos processar seu relatório.