Pandemia faz brasileira que mora na China passar 10 meses longe de casa

Amélia 26/09/2020 03:53 Relatar

Ana Soares, 34, arrumou as malas e saiu de casa no fim de novembro com seus dois filhos, Tulipa, 4, e Leon, 15 meses, animada para o que chama de 'o luxo da vida': passar 2 meses no Brasil. O plano, como costuma ser no fim de ano, era voltar no início de fevereiro, mas só foi possível 6 meses depois do previsto. O motivo? Nascida em Brasília, ex-moradora do Rio de Janeiro e vivendo em Changchun, na região de Jilin, Nordeste da China, ela teve a viagem interceptada, mais de uma vez, pela pandemia.

"De todos os desafios que eu estava preparada para enfrentar aqui na China, nunca nos meus sonhos mais psicodélicos poderia imaginar que ficaria 14 dias presa num quarto de hotel de 30m2 - que depois de 14 dias parecem 5m2 - com a minha família, em Xangai", conta a empregada pública licenciada que, apesar de não ser do tipo que queria morar fora, aceitou a ideia do marido Arnaud, que é francês, após receber de "presente" de retorno de licença maternidade a perda do cargo gerencial na Caixa Econômica, há 4 anos.

O confinamento em Xangai, do qual saiu nos primeiros dias de setembro, foi a última etapa de uma saga que ela e a família enfrentaram. Lockdown, regras diferentes em cada país (eles passaram por França, Suíça e China), a filha matriculada numa escola na França para, duas semanas depois, ter as aulas suspensas. Fechamento de fronteira chinesa para estrangeiros uma semana após o marido - com o qual se encontrou em fevereiro, na casa dos sogros, na Europa - voltar ao trabalho. Arnaud foi para a Ásia primeiro, por precaução, para ver se estava tudo bem antes de trazer a família. E eles só voltariam a se ver 3 meses depois, na Suíça.

Exames, quarentena em hotel e muita ansiedade

É difícil acompanhar o vai e vem e o que foi necessário para que voltassem finalmente para casa. Após bastante burocracia e a carta convite necessária para entrar novamente na China, Ana estava finalmente no avião em 19 de agosto. Havia chineses de macacão e óculos dentro da aeronave.

"Você sai do avião e precisa parar em cinco pontos antes de entrar no país. É necessário um QR Code de um formulário de saúde que você preencheu mostrando onde esteve nos últimos 15 dias. Quando cheguei não era, mas agora é obrigatório trazer um exame feito 3 dias antes da viagem. Depois vai a outro ponto e te dão uma amostra para fazer um novo teste; no próximo, você faz. Então você chegou no aeroporto, antes de passar para pegar a mala, faz um novo exame", resume Ana, que havia feito o teste antes mesmo sem obrigação.

Em todas essas paradas há medição de temperatura. Após pegar as malas, há o último ponto, onde as pessoas são unificadas de acordo com o destino depois de Xangai.

"Eu ia para o Nordeste, então todos que iam para a mesma região foram direcionados para um hotel. Você não podia escolher o quarto, mesmo quem oferecesse pagar caro. Houve casos de famílias que tiveram que ser separadas, mas isso era demais pra mim. Insisti por horas até conseguir. Podíamos ficar com um quarto pequeno, mas não separados".

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