Mãe de bebê que está em coma desde o nascimento sonha em ouvir o choro da filha

Carlosandre1055 20/12/2020 Relatar Quero comentar

Assim que nasceram, no dia 13 de maio de 2019, as gêmeas Ana Júlia e Ana Sofia não choraram. Com o passar dos dias, os médicos notaram outros comportamentos: as meninas não abriam os olhos, passavam o tempo todo dormindo, não se mexiam e não tinham nenhum reflexo de dor, em resumo, não esboçavam qualquer reação. Ao longo dos meses, elas foram submetidas a vários exames e examinadas por diversos profissionais, mas nenhum conseguiu fechar um diagnóstico.

Nesse depoimento, Luana Tintiliana da Silva, 21, mãe das gêmeas, conta que, segundo os médicos, as filhas estão num sono profundo, em coma desde o nascimento. Em janeiro deste ano, Ana Júlia teve algumas complicações e morreu aos oito meses. Ana Sofia segue internada na UTI.

"Em 2018, tive um relacionamento rápido com o pai das crianças, após um tempo senti um mal-estar e fraqueza. Fui ao hospital, fiz alguns exames de sangue e descobri que estava grávida. Nesse mesmo dia, fiz um ultrassom e soube que teria gêmeas, mas ainda não sabia o sexo.

Minha primeira reação foi de medo, estava com receio de contar para a minha mãe e ela não aceitar pelo fato de eu ser solteira e também pela minha idade: na época eu tinha 20 anos. Contei a novidade para ela e ela ficou bastante feliz, assim como eu. Contei para o pai das crianças, mas ele não se importou e desde então não temos mais contato. Ele nunca conheceu as meninas.

Uma cirurgia de apendicite no meio do caminhoAos três meses de gravidez, comecei a sentir dor e umas pontadas fortes na barriga. Fui ao pronto-socorro, fiz alguns exames e a única coisa que descobriram é que eu tinha alguns miomas, mas, segundo os médicos, isso não era o motivo da minha dor.

Entre idas e vindas no hospital, fiquei internada e um dos médicos disse que teria que abrir a minha barriga para ver o que eu tinha. Ele explicou que havia o risco de vida para mim e para as bebês, mas que era um procedimento necessário para entender por que eu sentia tanta dor e por que nenhum remédio fazia efeito.

Eles abriram a minha barriga, viram que era apendicite e fizeram a cirurgia. A dor passou, fiquei hospitalizada um mês em observação e depois tive alta. Por causa dos miomas e desse procedimento, minha gestação se tornou de alto risco. Não podia fazer esforço e tinha que ficar em repouso. Trabalhava como secretária, mas tive que pedir demissão do emprego. Foi um período difícil.

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