Mortes de mãe e filha na Argentina alertam para feminicídio na quarentena

Amélia 31/03/2020 23:43 Relatar

Ao menos seis mulheres e meninas foram assassinadas nos primeiros nove dias do isolamento social em vigor na Argentina por causa da pandemia do novo coronavírus. De acordo com o El País, disparou o número de chamadas telefônicas para as linhas de atendimento de urgência às vítimas de violência doméstica.

O movimento Nem Uma a Menos convocou um barulhaço para cobrar medidas de proteção e denunciar que muitas mulheres "se veem obrigadas a cumprir a quarentena com um homem violento".

Este foi o caso de Cristina Iglesias e de sua filha Ada, de sete anos, mortas pelo homem com quem passavam o confinamento obrigatório em Monte Chingolo, na periferia de Buenos Aires.

No fim de semana, cães adestrados levaram a polícia até um poço cavado no local onde elas foram encontradas. Seus corpos estavam esfaqueados no pescoço e enrolados juntos em um lençol.

O autor do crime, Romero, vivia com Cristina há dois meses e confessou ontem que matou as duas.

O movimento Nem Uma a Menos pede que a emergência sanitária em função da covid-19 não deixe em segundo plano "que a violência machista e patriarcal também é uma pandemia", alertando para um possível aumento de casos de feminicídio durante o período de isolamento..

"As chamadas para o 137 [número de emergência] aumentaram 120%", afirmou Eva Giberti, coordenadora do programa estatal "As vítimas contra as violências".

"Percebemos que, nesta situação, os vizinhos intervêm muito porque as vítimas gritam, o que é uma das poucas possibilidades que restam, a menos que se escondam em algum lugar como o banheiro", diz Giberti.

Quando recebe uma chamada, o 137 envia um policial ao endereço da denunciante e retira a vítima do local, depois encaminhada a um lugar seguro.

A quarentena é necessária para combater a propagação do novo coronavírus, mas ao mesmo tempo impede que mulheres, adolescentes e crianças agredidos possam ter seus casos levados à uma delegacia, assim como pedir ajuda.

"Esses dias, tivemos um caso em que a mulher não queria sair [da casa] por medo do coronavírus, e o que a equipe fez foi agir pela presença, ficando dentro da casa [e impedindo a agressão]", diz Giberti..

Fora da capital, o risco é ainda maior, já que o serviço 144 não tem uma intervenção direta nos casos de violência doméstica, além de encaminhar as denúncias para outros órgãos públicos.

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