Síndrome de Havana? Doença misteriosa afeta diplomatas dos EUA em Viena

Rayana 18/07/2021 Relatar Quero comentar

O governo Joe Biden está investigando casos de 'síndrome de Havana' entre autoridades americanas

governo dos Estados Unidos está investigando uma série de incidentes de saúde na capital austríaca, Viena, envolvendo seus diplomatas e outros funcionários administrativos.

Mais de 20 funcionários relataram sintomas semelhantes à Síndrome de Havana - uma doença cerebral misteriosa - desde que o presidente Joe Biden assumiu o cargo em janeiro.

A síndrome não tem explicação, mas os cientistas americanos dizem que ela é provavelmente causada por radiação de microondas direcionada.

Ela foi relatada pela primeira vez em Cuba em 2016 e 2017.

Diplomatas americanos e canadenses em Havana reclamaram de sintomas que vão desde tontura, perda de equilíbrio, perda auditiva e ansiedade até algo que eles descreveram como "névoa cognitiva".

Os Estados Unidos acusaram Cuba de realizar "ataques sônicos", mas o país caribenho nega veementemente. O incidente aumentou a tensão entre as duas nações.

Um estudo acadêmico dos Estados Unidos de 2019 encontrou "anormalidades cerebrais" nos diplomatas que adoeceram, mas Cuba rejeitou o relatório.

Para alguns pacientes, o caso começava com o repentino início de um barulho alto (...) acompanhando de dor em um ou nos dois ouvidos, ao redor de uma área ampla da cabeça, e, em alguns casos, sensação de pressão ou vibração na cabeça, tontura, tinido, problemas visuais, vertigem e dificuldades cognitivas", explica o relatório produzido pela Academia Americana de Ciências após investigação encomendada pelo Departamento de Estado dos EUA.

Após a revisão dos casos, a academia concluiu que "energia de radiofrequência direta e pulsada" (um tipo de radiação que inclui micro-ondas) é a explicação mais plausível para a doença, embora outras causas não possam ser completamente descartadas.

O relatório não aponta culpados pela radiação, embora dê indicativos de que acha que ele pode ter sido intencional, por se tratar de exposição pulsada, e não contínua. A conclusão oficial, porém, é de que "nenhuma hipótese foi provada, e as circunstâncias permanecem não esclarecidas".

Os casos de Viena vieram à tona pela primeira vez em uma reportagem da revista New Yorker na sexta-feira e depois foram confirmados pelo Departamento de Estado dos EUA, que disse estar "investigando vigorosamente".

A agência de notícias Reuters citou um comunicado do Ministério das Relações Exteriores austríaco dizendo que estava "trabalhando com as autoridades dos EUA para, em conjunto, chegar ao fundo disso".

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