Criminosos confundiram o homem com pedófilo, só porque viram fotos de crianças no celular do motorista. "Eram os cinco filhos da vítima"

Noticias no Ar 04/01/2021 Relatar Quero comentar

O motorista Roger Ferreira Silva, de 35 anos, foi encontrado morto na zona sul de São Paulo. O corpo da vítima foi encontrado em uma área de mata fechada na Estrada do Curucutu, enterrado e de mãos atadas.

A polícia identificou e prendeu os suspeitos de envolvimentos no desaparecimento e na morte do motorista na noite do domingo (3). O carro dele havia sido encontrado carbonizado, no sábado (2), em Parelheiros, também na zona sul de São Paulo

Na manhã do domingo, a polícia localizou na Estrada dos Limas, zona sul de São Paulo, o celular da vítima com uma menina de 12 anos. Ela e a mãe foram levadas para a delegacia onde prestaram depoimento.

O celular foi dado para a menina por um parente que comprou o aparelho de um outro homem, por cerca de 200 reais. Os dois homens, Josemar Castro Souza e Israel Pereira Sena, também foram levados à delegacia onde foram indiciados por receptação e associação criminosa.

A Polícia Civil conseguiu, por meio dos depoimentos, chegar até três pessoas: Emily de Oliveira Luz, Maicon Jonathas dos Santos e Jefferson Santos do Nascimento, suspeitos pelo roubo, desaparecimento e morte do motorista. Com o trio, foram apreendidas munições, uma arma falsa e carregador de fuzil 5.56mm.

Os suspeitos foram isolados para a coleta de depoimentos, em que teriam confessado o crime. Eles disseram que solicitaram a corrida na intenção de assaltar o motorista, e que o caso foi crescendo com o passar do tempo.

Como ocorreu o crime

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos roubaram o motorista e continuaram com a vítima no carro, vasculhando o celular e pedindo dinheiro para contatos, configurando extorsão mediante sequestro.

Olhando o celular de Roger, o grupo achou diversas fotos de criança, já que ele era pai de cinco filhos, e acharam que o homem era um pedófilo. Com isso, solicitaram autorização para o comando de uma das maiores facções criminosas paulista, que aceitou e ordenou, também, que eles cortassem os dedos da vítima.

De acordo com o delegado, o trio cortou os dedos das duas mãos da vítima, degolaram e esconderam o corpo em uma área de mata fechada na Estrada do Curucutu, próximo a um convento de freiras, no número 1900, no bairro rural de Barragem, no distrito de Parelheiros, extremo sul de São Paulo.

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