Em vídeo, Lula ataca Bolsonaro: "O povo não quer revólver. Quer comida"

Amélia 08/09/2020 04:42 Relatar

Em um pronunciamento reproduzido hoje à tarde em suas redes sociais, o petista Luiz Inácio Lula da Silva criticou a gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Segundo ele, Bolsonaro converteu o coronavírus em uma "arma de destruição em massa". Em uma carta aberta aos brasileiros, Lula ainda atacou a política armamentista e voltou a defender uma de suas bandeiras: o combate à fome.

"O povo não quer comprar revólver nem cartucho de carabina. O povo quer comprar comida", disse. O ex-presidente também questionou o que ele entende ser uma posição de submissão de Bolsonaro ao governo norte-americano, citou George Floyd ao defender a luta contra o racismo, pediu combate à violência contra as mulheres e se colocou à disposição do povo brasileiro.

Em um vídeo com pouco mais de 20 minutos de duração, Lula também fez críticas ao posicionamento do governo federal em meio à pandemia do coronavírus. "O Brasil está vivendo um dos piores períodos de sua história. Com quase 130 mil mortos e mais de 4 milhões de pessoas contaminadas, despencamos em uma crise sanitária, social, econômica e ambiental nunca vista", disse.

Ele ainda relacionou os óbitos ao que cita como "abandono do governo federal" às classes mais desfavorecidas.

Lula, em vídeo reproduzido nas suas redes sociais

Lula citou o desrespeito de Bolsonaro às normas estabelecidas pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e o sucateamento do SUS como determinantes para o elevado número de óbitos por covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

"Estamos entregues a um governo que não dá valor à vida e banaliza a morte. Um governo insensível, irresponsável e incompetente, que desrespeitou as normas da OMS e converteu o coronavírus em arma de destruição em massa. Os recursos que poderiam estar sendo usados a salvar vidas foram destinados a pagar juros ao sistema financeiro", criticou.

Militarização da Saúde

O ex-presidente também disse entender que a constante troca no Ministério da Saúde e a inclusão de militares "sem experiência" agravou o cenário de combate à pandemia, chegando a comparar a decisão do governo federal aos tempos de ditadura militar.

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