Shopping de Goiás que humilhou vidraceiro é obrigado a pagar indenização milionária

Portal de Notícias 05/10/2020 21:48 Relatar

A Justiça condenou o Buriti Shopping e a loja de departamentos C&A a pagarem, juntos, um total de R$ 50 mil como indenização a um cliente que alegou ter sido humilhado e agredido durante uma abordagem enquanto fazia compras em , Região Metropolitana da capital. A juíza Viviane Atallah entendeu que o vidraceiro, de 40 anos, foi vítima de preconceito por sua aparência, uma vez que é pessoa "simples e de pele negra", enquanto portava grande quantia em dinheiro vivo.

De acordo com o processo, o valor era parte dos R$ 13,5 mil que recebeu por uma rescisão contratual de trabalho. Porém, motivou desconfiança de seguranças do local de que ele estaria com dinheiro falso. O caso ocorreu em setembro de 2016, mas a decisão só saiu no mês passado, mais de quatro anos depois. Cabe recurso da decisão.

A assessoria do Buriti Shopping informou, em nota, que "está prestando os esclarecimentos à Justiça e repudia todo e qualquer ato de discriminação, reforçando que a relação com os seus clientes é pautada pela ética, respeito e empatia 

G1 também contatou a assessoria de imprensa da C&A, por e-mail enviado às 14h43 desta segunda-feira (5), e aguarda retorno.

Segundo a sentença, o homem, cuja defesa pediu para não ter o nome revelado, ao receber o acerto trabalhista, foi até o centro de compras no dia 2 de setembro de 2016 adquirir peças que desejava. Na ocasião, comprou dois celulares, uma corrente de ouro e um relógio.

Três dias depois, ele voltou ao local e entrou na C&A para comprar roupas. Porém, segundo narra, foi abordado e levado para uma sala fechada da loja, onde o crime teria ocorrido.

"Foi abordado por seguranças que pediram para que levantasse as mãos e o conduziram até uma sala, onde havia cerca de seis seguranças, vindo ele a sofrer humilhação verbal, agressões físicas no peito e na cabeça e acusação de ter passado notas falsas no shopping", destaca a juíza.

O advogado da vítima, Gentille Santos Oliveira, afirmou que seu cliente sequer teve o direito de explicar a origem do dinheiro. O fato de o vidraceiro também ser nordestino, de acordo com ele, pesou para o inconveniente.

"Somente após as agressões é que passaram o dinheiro por uma máquina e concluíram que era verdadeiro. Não deram a chance de ele falar nada. Eles pensaram que, por ser negro e nordestino, não poderia estar com aquele valor. Depois, ele até mostrou o documento do acerto", disse o defensor ao  G1.

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