Butantan diz que pode exportar lote extra com 54 milhões de doses da CoronaVac caso governo federal não faça solicitação

Só matérias boas 28/01/2021 Relatar Quero comentar

Contrato entre a instituição e o Ministério da Saúde prevê entrega de 46 milhões de doses da vacina até abril, com a possibilidade de ampliação para mais 54 milhões. O primeiro lote ainda não foi totalmente entregue, mas Butantan diz que é necessário planejamento para fornecimento do lote extra.

O diretor do , Dimas Covas, afirmou nesta quarta-feira (27) que o governo federal ainda não fez uma solicitação formal para o lote extra de 54 milhões de doses da CoronaVac firmado pelo com a instituição. Covas afirma que pode priorizar a produção da vacina para a exportação, caso o pedido não seja feito em breve.

O contrato para a inclusão da vacina no Plano Nacional de Imunização (PNI) , com entrega até 30 de abril. Mas há a possibilidade de solicitação de outros 54 milhões, totalizando 100 milhões. A vacina contra a Covid-19 é produzida em parceria pelo Butantan e pela farmacêutica chinesa Sinovac.

Pelo contrato, o Ministério da Saúde pode manifestar o interesse pelo segundo lote até 30 dias após a entrega de todas as doses do primeiro. Em nota, a pasta afirmou que "irá se pronunciar no prazo oficial do contrato", que é 30 de maio.

Até o momento, foram entregues pelo Butantan 6 milhões de doses que chegaram prontas da China e uma parte de 4,1 milhões que foram envasadas no Brasil e liberadas após um segundo pedido de uso emergencial feito à Agência Nacional de Vigilância Sanitária ().

Para que as doses adicionais sejam envasadas, ainda é necessária a chegada de matéria-prima vinda da China – .

"Nós já estamos produzindo essas 46 [milhões]. Com a chegada da matéria-prima, o início vai acontecer muito rapidamente. Então, vamos cumprir o cronograma, com possibilidade até de adiantamento. Mas precisamos agora da definição das 54 milhões adicionais", disse Dimas Covas em coletiva de imprensa nesta quarta.

"Inclusive, com a possibilidade até de aumentar a oferta de vacina, porque existe uma demanda muito grande nesse momento."

As 40 milhões de doses citadas pelo diretor do Butantan referem-se a um anúncio feito por ele em 10 de dezembro, a respeito de uma negociação específica com países da América Latina. Esse volume, portanto, não está contabilizado nas 100 milhões que fazem parte do acordo com o Ministério da Saúde.

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