Cientistas criam exame de sangue que detecta depressão e distúrbio bipolar

Carlosandre1055 11/04/2021 Relatar Quero comentar

"Isso é parte do esforço para trazer a psiquiatria do século 19 para o século 21" diz o pesquisador que liderou o estudo na Universidade de Indiana

Pesquisadores da Universidade de Indiana (Estados Unidos) dizem ter criado um exame de sangue revolucionário para o tratamento de pacientes com  e  (doença maníaco-depressiva). Através da análise de biomarcadores , esse exame é capaz de apontar o quão severa é a depressão do paciente, o risco de desenvolver depressão severa no futuro e o risco de desenvolver distúrbio bipolar. O teste também aponta quais são os melhores  para cada tipo de paciente.

Publicado na periódico científico  (da Nature), o estudo foi realizado com 300 pacientes ao longo de quatro anos. Primeiramente, os pesquisadores analisaram os pacientes em diferentes estados de humor (descritos como "altos" e "baixos"), observando as alterações dos biomarcadores em cada momento.

Depois, os resultados foram cruzados com uma extensa base de dados que reúne todos os estudos realizados anteriormente na área - para validar e priorizar o que havia sido levantado. Com isso, foram validados 26 biomarcadores em grupos (coortes) de pessoas com depressão severa e mania.

Por fim, os biomarcadores foram testados em coortes adicionais independentes para determinar o quão eficazes eles eram na indicação de quem está doente e de quem ficará doente no futuro. 

"Isso é parte do esforço para trazer a psiquiatria do século 19 para o século 21. Para ajudá-la a ser como outras áreas contemporâneas, como a oncologia. Ao final, nossa missão é salvar e melhorar vidas", diz o Professor Doutor Alexander B. Niculescu, que coordena o estudo, em  da Universidade de Indiana.

Niculescu aponta que os diagnósticos contemporâneos não são realmente confiáveis, nem mesmo para diferenciar depressão e distúrbio bipolar. "Biomarcadores do sangue estão despontando como ferramentas importantes em doenças para as quais depoimentos pessoais subjetivos ou um parecer clínico de um profissional de saúde não são sempre confiáveis. Esses exames de sangue podem abrir portas para a indicação precisa e personalizada de medicamentos e o monitoramento objetivo da resposta ao tratamento", declara o pesquisador. 

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